Já a dita ‘faixa litoral’ já foi desligada pela plataforma de televisão analógica, está a ser preparado o desligamento do sinal analógico nas regiões autónomas e estamos a poucas semanas da ‘extinção’ do famoso e tradicional sinal de televisão que todo os portugueses receberam ao longo de 55 anos.
Infelizmente, reparamos que ninguém está a ouvir aqueles que sabem e que exigem mais e melhores conteúdos televisivos – Os Espectadores.
A polémica estalou e chegou a dimensões que nunca calculávamos mas que existe muitos culpados:
1 – Os Deputados da Assembleia da República
2 – A entidade reguladora do sector das Comunicações Electrónicas
3 – As estações de televisão
4 – Os operadores prestadores de distribuição de televisão e da operadora prestadora da teledifusão terrestre de televisão
De facto, todos eles estão interligados com as influências que cada um tem para o mesmo objectivo: Obrigar os cidadãos a pagar um serviço que deveria de ser universal e gratuito. Se não, vejamos...
Os Deputados de todas as bancadas representadas têm uma ideia de televisão e todas totalmente diferentes e díspares. Os partidos de esquerda querem gastar dinheiro para depois não haver retorno e os partidos de direita querem um gasto responsável e equilibrada mas há uma coisa que eles se esquecem, os anseios dos cidadãos e sobretudo o enorme negócio que as televisões produzem anualmente mas limitar os conteúdos porque os gastos são elevados?...
Recentemente, a Deputada do PSD, Francisca Almeida, veio a público dizer que os ‘canais no digital custam 12 milhões de Euros anuais’ (claro que estamos a falar dos canais da RTP). Reforçando na mesma entrevista ao Correio da Manhã disse: ‘é preciso somar uma "perda de receitas de 5,5 milhões de euros", o valor que estes canais recebem por fazer parte dos pacotes da ZON e do Meo’.
Senhora Deputada, será que entendi bem?... Perda de 5,5 milhões de Euros anuais? Será que está bem informada?... Mas sugiro um exercício que nós fizemos...
Tomando a referência de um pacote básico (o pacote mais económico com os três serviços, porque regra geral quem é utilizador de televisão paga usa os serviços telefónico e internet), actualmente em vigor, a Zon Mulitmédia, por 15 canais, cobra ao consumidor final 32,49 Euros mensais (anualmente são 389,88 Euros), nesse mesmo pacote inclui os 4 canais da RTP (RTP1, RTP2, RTP Informação e RTP Memória). O Cliente paga mensalmente à RTP, sem IVA, por via dos 32,49 Euros mensais que paga pelo serviço triplo (Voz Fixa, Internet Fixa e Televisão com 15 canais), 2,57 Euros por mês (30,84 Euros anuais). Tendo como referência os últimos dados da ANACOM do 4º Trimestre de 2011, a Zon Multimédia apresenta uma quota de mercado de 53,9% o que perfaz o número 1 604 603 Clientes. Se este número de clientes tivesse todos o pacote básico (chamo a atenção que é uma variável que está calculada ‘por baixo’ porque nem todos os clientes de televisão paga não têm os mesmos serviços e paga diferentes mensalidades com mais oferta, ou menos dependendo caso a caso) a RTP receberia da Zon Multimédia 4 123 829,71 Euros mensais (cerca de 50 milhões de Euros anuais). No caso da PT (não cito Meo, porque Meo é uma marca da empresa da PT, e não quero passar uma mensagem errada para os leitores e sobretudo transmitir que Meo não é uma empresa nem quanto mais um operador mas sim uma marca comercial da PT), o pacote básico disponibiliza 75 canais, o cliente final paga mensalmente 43,99 Euros por mês (527,88 Euros anuais) dos quais paga sem IVA à RTP 1,31 Euros por mês (15,72 Euros anuais). Agora com os dados da ANACOM, a PT têm uma quota de 35% que perfaz 1 041 950 clientes, a RTP (com os mesmos 4 canais) recebe com o mesmo pacote básico (voltando a frisar o que há pouco citei) por mês 1 364 954,50 Euros (cerca de 16,5 milhões de Euros). No total, a RTP recebe destes dois operadores que a Sra. Deputada Francisca Almeida refere, nada corresponde com os 5,5 milhões de Euros que tanto apregoa… Na realidade são, em média, 5 488 784,21 Euros mensais (65 865 410,52 Euros anuais) que se dividirmos em 4, cada canal custa 16 466 352,63 Euros anuais (1 372 196,05 Euros mensais) que em nada têm a ver com os 5,5 milhões de Euros que refere...
Se formos analisar, o custo mensal da taxa do audiovisual, que é para pagar a RTP, é de 2,39 Euros mensais (já com IVA a 6% e que anualmente paga-se 28,68 Euros). Infelizmente, não existe dados recentes por parte do INE sobre o número de consumidores de electricidade no território nacional vamos nos basear com os dados de 2009, que são de 6 360 520 consumidores e que resulta uma receita sobre a taxa do audiovisual de 15 201 642,80 Euros mensais (182 419 713,60 Euros anuais), logo todo este valor é pago à RTP para continuarem a difundirem os dois canais generalistas que suportam o Contrato de Serviço Público de Televisão (mais os canais de Rádio conforme diz a Lei da Contribuição do audiovisual) que foi acordado entre o Governo Português e a RTP. Se formos a comparar, os portugueses estão a pagar por cada canal à EDP 0,48 Euros, à Zon Multimédia 0,64 Euros e à PT 0,33 Euros por isso a vantagem de poderem contratar um serviço de acesso a televisão colocando uma imposição de pagamento!
Então o acesso 'Free to Air' é mais caro que um operador que vende ainda mais canais que a própria taxa do audiovisual?...
Não estamos perante uma enorme injustiça social sobre os canais do serviço público de televisão? Onde está a perda de receita por parte da RTP sobre os canais? Pelo que compreendo nenhuma!
E a SIC e a TVI, de certeza que eles querem os seus canais disponíveis gratuitamente para gerar aquilo que em televisão tem como seu negócio principal: A Publicidade! E agora questiona-se: Porque não o fazem?... Estão à espera que o Governo faça um decreto para alargar a sua oferta?...
Como se prova, aqui está alguma coisa que não está a ser esclarecedora tanto para os cidadãos como para as próprias estações de televisão...
Agora pergunta-se aos senhores deputados: Já fizeram estas contas?... Porque não fizeram este exercício?... Não será tempo de reconhecerem que não sabem nada da matéria e não souberam contactar com pessoas que se dedicam a este sector com detalhe e acompanhamento evolutivo. Se calhar não é com Comissões de Inquérito nem com Colóquios sobre Televisão mas sim debater de forma aberta com os especialistas do sector, jornalistas, ‘media players’ ou ‘media broadcasters’, espectadores e operadores de telecomunicações.
Para conhecimento geral, fiquem com a factura que os consumidores de televisão paga gastam junto dos operadores de telecomunicações nacionais que fornecem o serviço de televisão.
P.S. – Se tiverem a curiosidade de saber quanto pagam a quem do serviço enviem uma mensagem de correio electrónico para mccoment@gmail.com e especificar o preço que pagam por mês, que serviços são prestados e qual é o número e a lista de canais que têm na sua oferta.
Infelizmente, até à data da publicação deste mesmo artigo, depois de imensos contactos telefónicos sem sucesso junto da PT e do Eng. Francisco José Amaral Neto (responsável pela Direcção de Wholesale para os ‘broadcasters’ – Estações de televisão), ficamos sem saber quais os custos e como é processada a modelação tarifária que as nossos três operadores pagam à PT, tanto em analógico como em digital, para fazerem a difusão nacional de televisão em ‘Free to Air’ (Acesso Não Condicionado). Preocuparam-se com o lançamento da 4G mesmo sem que a ANACOM tornado publico a sua decisão final do processo do Leilão Multifaixa que ocorreu nos últimos meses… É isto a PT! Mas ficamos a aguardar por respostas...
segunda-feira, 12 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Queixa para a ERC contra Manuel Luís Goucha e a TVI
Fiquei espantado de como é possível vivermos num país democrático e que dá poder a estes apresentadores 'matinais' para dizerem os disparates que quiserem quando a Lei da Televisão obriga com que devam informar de forma correcta.
Fiquem com a redacção da carta que chegou à ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social:
«No passado dia 24 de Fevereiro de 2012, no programa informativo Diário da Manhã, os Senhores Jornalistas convidaram os apresentadores do programa Você na TV, da mesma emissora, para serem entrevistados. Para espanto de todos os espectadores, os mesmos apresentadores começaram a fazer um apelo grosseiro e de uma total ignorância para os espectadores, o movimento anti-plasma. Os mesmos apresentadores queixaram-se de que estavam a ficar mais gordos por causa do tamanho da imagem que é apresentado dos receptores plasma (ou ecrã plano) com HD Ready ou Full HD.
Como é do conhecimento da ERC, está a ser feita a passagem do sinal analógico de televisão para o sinal digital e na qual permite que o tamanho de imagem seja feito em 16:9 contra os actuais 4:3.
Depois deste grosseirismo vindo de reputados apresentadores, que afinal de reputação foi baixar o nível, um espectador denunciou junto da página de Facebook do apresentador (Manuel Luis Goucha) com a seguinte mensagem:
«O vosso movimento anti-plasma (de forma correcta seria movimento anti-ecrã plano, porque existem mais tipos de ecrã plano para além do Plasma) é a coisa mais idiota que já ouvi na minha vida. O vosso movimento só surge, porque os ecrãs planos de hoje em dia são no formato 16:9 em vez de serem 4:3. Façam é pressão à vossa estação da treta para começar a emitir em 16:9 em vez de emitir no velho 4:3. Muitos canais europeus já o fazem. Assim já não ficam gordos...» (Sr. Jorge Ferreira que publicou no passado Sábado, dia 25 de Fevereiro de 2012 às 21:02, vide: https://www.facebook.com/manuelluisgouchatvi/posts/352234864799856?notif_t=feed_comment)
A atitude deste espectador, além de louvável, demonstrou alguma preeocupação sobre a forma como os apresentadores demonstraram publicamente e explicou a solução para não ficarem com a imagem deformada que lhes permitem ficarem 'gordos'.
Mas o que ainda mais me deixou indignado, como também os restantes espectadores e seguidores, foi a seguinte resposta feita pelo Sr. Manuel Luís Goucha no seguimento deste comentário feito por este espectador:
«Haja paciência para tanta falta de sentido de humor! MLG» (Domingo, 26 de Fevereiro de 2012, às 14:20, vide na mesma hiperligação supra citada)
Gostaria de perceber qual o sentido de humor sobre a atitude tomada pelo Sr. Manuel Luís Goucha? Será que a TVI e os Srs. Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira se esqueceram do que está previsto no n.º 1, Artigo 9.º da Lei n.º 8/2011, de 11 de Abril, que cito:
«Constituem fins da actividade de televisão, consoante a natureza, a temática e a área de cobertura dos serviços de programas televisivos disponibilizados:
a) Contribuir para a informação, formação e entretenimento do público;
b) Promover o exercício do direito de informar, de se informar e de ser informado, com rigor e independência, sem impedimentos nem discriminações;
c) Promover a cidadania e a participação democrática e respeitar o pluralismo político, social e cultural;
d) Difundir e promover a cultura e a língua portuguesas, os criadores, os artistas e os cientistas portugueses e os valores que exprimem a identidade nacional.»?... Pelo que concluo que desconhecem...
Mas o que mais me deixa indignado foi a forma como o Sr. Manuel Luís Goucha respondeu no seu programa aos seus espectadores: «Morte mas não é ao Plasma! Morte ao 16:9! (...) Concerteza, nós precebemos tudo e quando não percebemos, nós fazemos de conta e avançamos! Morte ao 16:9!...» (vide extracto em http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=mNrsPOOyNfE)
Pelo que me dá a entender, o Sr. Manuel Luís Goucha está violar o n.º 1, do Artigo 9.º da Lei 8/2011, de 11 de Abril por negeligência.
Apelaria a V.Exas. a rápida análise da situação na qual coloca em causa não só ao desconhecimento da existência dos formatos como também ao incitamento aos espectadores para retirarem os receptores de ecrã plano na qual os cidadãos adquiriram para o processo de migração analógico-digital de televisão.»
Faço um apelo ao Sr. Manuel Luís Goucha, à Sra. Cristina Ferreira e ao Sr. José Fragoso (Director de Programas da TVI): Retratem-se e acabem com a 'peixeirada suja' que estão a fazer aos vossos espectadores e sobretudo acusar de cidadãos como o Sr. Jorge Ferreira de serem burros. Porque os burros são os senhores! E já agora, demitem-se da vossa função de apresentadores! Porque não é isso que justifica as vossas audiências e os vossos ordenados nada transparentes!
Fiquem com este vídeo exemplificativo que compara o 4:3 e o 16:9
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: A página de perfil de Facebook da Sra. Cristina Ferreira, censurou o responsável do MC Coment. Irá ser tomadas diligências para acusar a Sra. Cristina Ferreira de censura nos conteúdos e de ter uma má conduta para com os seus espectadores por não aceitar uma critica que lhe demonstra o seu atestado de 'burrice' declarada. (14:50)
Parece que a Saloia da Malveira detesta de ser acusada por não aceitar a livre opinião como num Estado de Direito vivemos.
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA II: Recebemos para nosso espanto a resposta do mesmo apresentador: «Ainda ontem esclarecemos que a nossa brincadeira sobre o plasma tinha a ver não com os aparelhos em si mas com o sistema usado ou não pelas cadeias de televisão. Falámos justamente do 16.9 não usado pela TVI. Lamento que ontem não tenha assistido a essa parte do programa. Diz o senhor que já apresentou queixa na ERC, pois venha ela que cá estamos para nos defender. MLG»
Pois é Sr. Manuel Luís Goucha, mentir aos portugueses depois de ter blasfemado e ter menosprezado os espectadores que em bloco disseram que se a TVI mudasse a sua emissão de 4:3 para 16:9 SD terminaria o mito de ficarem gordos. Sem dúvida as suas declarações estão registadas e da qual esperamos que haja um pedido de desculpa formal e terminar com a forma de fazerem televisão.
Quando não se domina os assuntos, mantenham-se em silêncio, quem domina, apresente-os e debata-os com eles! (15:07)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA III: Novamente recebemos a resposta que aqui cito:
«Têm os espectadores respeito por mim, tal como eu tenho por eles ou não tivessemos as audiências que temos. Já reparou quantas pessoas tenho eu neste mural, por exemplo. E caro senhor, não menti porque esse não é meu hábito. Se pedir a gravação do programa de ontem verá que na emissão, logo ao começo, falámos dos plasmas e dos sistemas usados pelas televisões, procurando justamente explicar o que estava mal explicado. Está gravado e se necessário forneceremos a dita gravação. Fala o senhor de que a minha colega vai ser acusada de censura. Porquê?. Porque o baniu do seu mural? Mas é um direito que assiste a qualquer pessoa que tenha facebook. Não queira é o senhor censurar o nosso sentido de humor e nosso jeito de fazer televisão próximo das pessoas que são o nosso público. As pessoas gostam de nós porque lhe levamos alegria, porque somos sinceros, porque ajudamos, e de que maneira! Deduzo, pela foto com que se apresenta nos nossos murais, que é deputado. Pelos vistos com funções de acompanhamento da comunicação social. Permita-me a pergunta: será um daqueles deputados que ninguém conhece, arumado numa última fila, para fazer número, sem direito ou ocasião para fazer ouvir a sua voz em plenário?. Quer, porventura, tornar-se mais conhecido à conta de duas figuras, estas bem conhecidas do país (e às quais muitos politicos recorrem em tempo de campanhas eleitorais?). Depute, senhor deputado, que deve ser essa a sua função, para à qual eu e todos os portugueses contribuimos. MLG»
Aqui vai a minha resposta:
«Caro Manuel Luís Goucha, em primeiro lugar, vi o vosso video no sítio da internet da TVI e é falso o seu argumento. A popularidade só se faz com trabalho e não com um número de espectadores. Eu estive a ver muito atentamente parte do vosso mural e vejo alguns espectadores a denunciar algumas mentiras que apresentaram no vosso programa, logo demonstram a falta de sereadade junto dos vossos espectadores.
O mais grave é que 48 horas depois do vosso primeiro movimento, ainda 'deitaram mais lenha para a fogueira' e ficamos incomodados por ver dois apresentadores que têm a 'lata' de dizer: «Morte mas não é ao Plasma! Morte ao 16:9! (...) Concerteza, nós precebemos tudo e quando não percebemos, nós fazemos de conta e avançamos! Morte ao 16:9!...» Se o senhor não precebe o que é o 16:9, o 4:3, o aspect ratio, a difusão analógica e a difusão digital (como estamos a viver com a transição Analógico-Digital) então não diria o que disse de forma brejeira e um insulto arrogante pelas pessoas que alertaram! Ainda por cima existe um video que compara o 4:3 e o 16:9 no Youtube que apelaria que veja e depois tire as suas conclusões!
Quanto à atitude da sua colega, sem dúvida é reprovável, o senhor ainda teve o bom senso de me responder mas a sua colega teve o senso de banir as pessoas sabendo de que existe uma queixa que consideramos grave e que nada vos favorece como rostos de um programa que têm audiências porque os espectadores identificam o senhor e não a sua colega. Se ela têm problemas pessoais, não os extreiorize na televisão, a sensação que o espectador fica é que a sua colega têm problemas de integração social só porque se divorciou do marido. Qual é o interesse dos espectadores saber da vossa vida privada? Que eu saiba nenhuma e certamente o senhor me dará razão, mas é preciso fazer este populismo? Evidentemente que não!
Quanto à minha fotografia deixou aqui público o seguinte:
1. - Não sou deputado. E mesmo que fosse deputado, certamente estaria a denunciar o vosso comportamento, como o comportamento da empresa TVI - Televisão Indepentente, S.A. diversas vezes junto da ERC como já fiz por os senhores (TVI) não cumprirem os mínimos para fazerem televisão.
2. - Se fosse deputado da nação, se calhar faria melhor figura que os senhores. Porque falo e esclareço detalhadamente os meus pontos de vista e sobretudo ouvir os cidadãos coisa que, e nisso estaremos de acordo, a maioria dos senhores deputados não o fazem.
3. - A minha fotografia vai na sequência de uma intervenção pública que fiz num colóquio sobre Televisão Digital Terrestre promovida pelo Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação (Dr. Mendes Bota) em que na qual questionei um dos oradores sobre conteúdos regionais e ao outro orador presente acusar de falta de regulação do espectro e de muito mais coisas que em 3 minutos não dava para denunciar. Foi um colóquio amplamente discutido nas redes sociais e em blogs (entre os quais o meu que mais têm revelado sobre o processo) e houve uma total e manifestamente apoio por parte de todos e da qual me são solicitadas várias informações da qual estou sempre disponível para esclarecer e sensibilizar.
4. - A Assembleia da República é a Casa da Democracia e casa de qual eu tenho muito respeito e acho que se nenhum cidadão vai ao Parlamento assistir a debates quinzenais, intervir em colóquios e conferências é porque não está a exercer o seu direito de participação junto das instituições públicas. Já agora, convido o Sr. Manuel Luís Goucha a ser mais participativo nesses mesmos eventos que a Assembleia da República faz, se calhar os seus pontos de vista poderão ser atendidos ou até mesmo pode contribuir mais e melhor para o Estado.
Lamento que o senhor tenha estado a responder e depois baixa o nível como a TVI apresenta. Se fomos analizar, quem ganha as audiências nem é a TVI mas sim os canais de circuito fechado, ao qual a TVI24 está contemplada. Acho que daqui teriamos um bom ponto de partida para se debater no seu programa o conceito de televisão, quais os objectivos da televisão e elucidar espectadores, responsáveis de antena e apresentadores o que querem fazer da televisão? Criar novos mortos como a TVI já nos presenteou com a morte do Angélico Vieira e Francisco Adam? Chega meu caro senhor! Chega!
Queremos uma televisão mais amiga das pessoas mas que façam das pessoas um pouco mais inteligentes e não mais retrogada com valores que nada demonstram o espírito do nosso povo.»
Este senhor que apoiou Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República em 2011 acusa-me de apagado, indirectamente?... Apagado seria o Sr. Manuel Luís Goucha que não leu os dois anteriores artigos sobre televisão na qual denuncia muita coisa e da qual nunca fui ouvido. Fica aqui provado de que a formação e a arrogância dos apresentadores em nada favorece e o trabalho cívico dos cidadãos que nunca são questionados, nunca são convidados para seja o que for e que têm pontos de vista que podem converger para a retoma de certos valores que favorecem os portugueses que se perderam ao longo das última décadas.
Talvez seria tempo de se debater a sério e falar sério sobre os assuntos... (17:51)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA IV:
Manuel Luis Goucha, infelizmente não sabe aceitar os argumentos das pessoas e resolveu-me banir. Vai ser apresentado uma queixa junto das autoridades por censura ao livre pensamento. Seria uma boa oportunidade do Senhor Manuel Luís Goucha estar mais vezes calado em vez de dizer barbaridades.
Fiquem com mais um vídeo que entretanto mais ajuda os nossos leitores sobre as diferenças entre o 4:3 e o 16:9.
(18:08)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA V:
Foi reforçada a queixa junto da ERC de censura por parte do Sr. Manuel Luis Goucha e da Sra. Cristina Ferreira. Lamento que estes senhores não saibam usar bem as redes sociais e não sabem aceitar uma critica que lhes permitiu as devidas correcções e sobretudo acabar com a campanha negra que andaram a fazer e que muitos cidadãos tiveram o bom senso de esclarecer e elucidar a estes apresentadores do que é o aspect ratio das televisões. Seria uma boa oportunidade para se reverem as posições actualmente e sobretudo pedir desculpas formais ao bom nome de todos que andaram a sensibilizar, correctamente, os cidadãos. Tendo em conta a gravidade da situação, iremos preparar um video de comunicação pública e na qual é apresentada a nossa indignação e sobretudo darmos o dever de esclarecer o que foi não transmitido aos espectadores por via desta emissora. (12:02 - 29 de Fevereiro de 2012)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA VI:
Após sucessivos contactos, sem sucesso, por parte da estação emissora, foi reforçada a queixa junto da ERC invocando a falta de respeito, baixo nível dos apresentadores e ser atentado o bom nome de um espectador que tentou resolver a questão de forma esclarecedora e na qual foi agravado.
Agradeço a informação junto de vários blogs e fóruns de debate mas aqui a 'culpa não morre solteira'. A Televisão Portuguesa pode ter os dias contados... Sinceramente, dar atestados de menoridade aos espectadores, que são, neste momento, parte envolvida no processo, não merecem as faltas de respeito por parte de apresentadores, produtores e editores do programa.
Quando alguém da produção tiver o bom senso de rever as suas posições e terminar com esta 'peixeirada suja' que provocaram, certamente vai ser dado o início a uma revolução em como queremos para a nossa televisão aberta, que nos permite alargar os nossos horizontes e sobretudo que forme a identidade de um povo que não é mal educada, não é mal formada e que se interessa pelo seu país, apesar de ironizarem muito. (16:01)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA VII:
Em resposta às faltas de respeito que voltaram no dia 1 de Março e porque hoje faz uma semana que iniciou a campanha negra pelos apresentadores, começa a ser distribuido e difundido um video, que gradualmente vai ser traduzido em inglês, francês, alemão e espanhol (inclusivé) e disponibilizado pela rede, para se dar a conhecer ao publico global do que é a televisão portuguesa.
Infelizmente, estes senhores não falam com as comunidades portuguesas espalhadas pela Europa que todos os dias sentem represálias por parte de cidadãos nacionais europeus de que 'Portugal gosta de viver "há grande e há francesa"' e de que 'Portugal é um país de tristes' com o foclore e o sangue que espelham para o exterior, com as notícias que são publicadas.
Fiquem com o video e escandalizem-se com o sentimento que os telespectadores deveriam de ter depois de um apresentador sem respeito nem educação responde aos seus espectadores. Só responde a quem lhe convem... Lamentável...
O mesmo vídeo, no final, também homenageia todos os homens e mulheres que trabalharam e participaram nessa grande aventura das telecomunicações em Portugal que se chamava Oniway, como em artigos anteriores foram recordados... é o sentimento actual dos portugueses quando vêem programas tão jucosos como este.
«Eu não falo com brancos, eu não falo com pretos, eu não falo com lampiões, eu não falo com lagartos, eu não falo com homens, eu não falo com mulheres, eu não falo com 'gays', eu não falo com a minha mulher, eu não falo com os meus empregados, eu não falo com jovens, eu não falo com ninguém... Até quando? Mude de atitude.»
(06:58, 2 de Março de 2012)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA VIII:
Tendo em conta que estamos a ser observados (para não dizer vigiados) pela Produção do programa Você na TV da TVI - Televisão Independente, S.A. vamos deixar um importante aviso:
Como pelos vistos não gostaram de ser melindrados por espectadores insatisfeitos que pretendiam que fosse reposta a verdade da informação e sobretudo esclarecer os espectadores sobre o conceito do 16:9, vamos ser forçados a ter que resolver ir por caminhos mais complicados porque os prinicipios do decoro e da decência desceram de 'tamanha vil' que implica recorrermos para os tribunais os insultos e o excesso de brincadeira por parte da TVI, Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira, Produção e Edição do programa Você na TV.
Deixamos o aviso de que: se na Segunda-Feira voltam a mencionar mais o caso ou mesmo o nome de «Miguel do plasma», na Terça-Feira, dia 6 de Março, irei deslocar-me ao Campus da Justiça e formalizar uma queixa contra a TVI, Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira e respectiva equipa de produção do programa Você na TV.
Temos recebido muitos apoios, mensagens de solidaredade e grupos de Facebook a manifestar o repudio por parte das estações de televisão que disponibilizam equipamentos e meios para permitir as emissões em 16:9.
Já agora faço um apelo à TVI, mudem o slogan! «TVI - Uma televisão feita por si»??? Mas desde quando?... Fica aqui a sugestão: «TVI - Uma televisão feita por ignorantes».
(20:40)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA IX:
Como estes senhores continuam a fazer 'gato sapato' aos espectadores e que continuam a ofender constantemente e gratuitamente todos os que vêem televisão, fiquem com esta informação que é relevante para os péssimistas.
Deslocamos a várias lojas de electrodomésticos e questionamos se têm quebras de vendas de televisões de ecrã plano, e espantem-se com a resposta: «Estamos a vender pouco.» ou «Estamos a ter quebras muito grandes nas vendas.»
Questionamos também se ainda vendem televiões CRT (as televisões velhinhas que muitos de nós temos nas nossas casas) 4:3 e espantem-se também com a resposta: «Não vendemos! Eles já deixaram de fabricar.»
Está na hora da RTP, SIC e TVI deixarem de emitir todos os seus programas em 4:3 SD para 16:9 SD porque eles já investiram nos equipamentos que permite as emissões 16:9. Reforço, a TVI recebeu muitos fundos comunitários para as emissões 16:9, recordam-se do Pal Plus? A TVI foi pioneira e o que fez ao dinheiro? Foi para pagar os salários milionários destes ignorantes. (22:47, 4 de Março de 2012)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA X:
Parece que estes dois apresentadores se esqueceram do Artigo 37º da Constituição da República Portuguesa:
«1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.»
Pois é! A Lei e clara é pena é que os portugueses acreditam em tudo o que estes senhores apregoam e afirmam.
Fica claro de que Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira (claro alargando a própria TVI) não gostam de serem criticados para justificar as audiências que se revela FALSAS!
(13:34, 13 de Março de 2012)
Fiquem com a redacção da carta que chegou à ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social:
«No passado dia 24 de Fevereiro de 2012, no programa informativo Diário da Manhã, os Senhores Jornalistas convidaram os apresentadores do programa Você na TV, da mesma emissora, para serem entrevistados. Para espanto de todos os espectadores, os mesmos apresentadores começaram a fazer um apelo grosseiro e de uma total ignorância para os espectadores, o movimento anti-plasma. Os mesmos apresentadores queixaram-se de que estavam a ficar mais gordos por causa do tamanho da imagem que é apresentado dos receptores plasma (ou ecrã plano) com HD Ready ou Full HD.
Como é do conhecimento da ERC, está a ser feita a passagem do sinal analógico de televisão para o sinal digital e na qual permite que o tamanho de imagem seja feito em 16:9 contra os actuais 4:3.
Depois deste grosseirismo vindo de reputados apresentadores, que afinal de reputação foi baixar o nível, um espectador denunciou junto da página de Facebook do apresentador (Manuel Luis Goucha) com a seguinte mensagem:
«O vosso movimento anti-plasma (de forma correcta seria movimento anti-ecrã plano, porque existem mais tipos de ecrã plano para além do Plasma) é a coisa mais idiota que já ouvi na minha vida. O vosso movimento só surge, porque os ecrãs planos de hoje em dia são no formato 16:9 em vez de serem 4:3. Façam é pressão à vossa estação da treta para começar a emitir em 16:9 em vez de emitir no velho 4:3. Muitos canais europeus já o fazem. Assim já não ficam gordos...» (Sr. Jorge Ferreira que publicou no passado Sábado, dia 25 de Fevereiro de 2012 às 21:02, vide: https://www.facebook.com/manuelluisgouchatvi/posts/352234864799856?notif_t=feed_comment)
A atitude deste espectador, além de louvável, demonstrou alguma preeocupação sobre a forma como os apresentadores demonstraram publicamente e explicou a solução para não ficarem com a imagem deformada que lhes permitem ficarem 'gordos'.
Mas o que ainda mais me deixou indignado, como também os restantes espectadores e seguidores, foi a seguinte resposta feita pelo Sr. Manuel Luís Goucha no seguimento deste comentário feito por este espectador:
«Haja paciência para tanta falta de sentido de humor! MLG» (Domingo, 26 de Fevereiro de 2012, às 14:20, vide na mesma hiperligação supra citada)
Gostaria de perceber qual o sentido de humor sobre a atitude tomada pelo Sr. Manuel Luís Goucha? Será que a TVI e os Srs. Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira se esqueceram do que está previsto no n.º 1, Artigo 9.º da Lei n.º 8/2011, de 11 de Abril, que cito:
«Constituem fins da actividade de televisão, consoante a natureza, a temática e a área de cobertura dos serviços de programas televisivos disponibilizados:
a) Contribuir para a informação, formação e entretenimento do público;
b) Promover o exercício do direito de informar, de se informar e de ser informado, com rigor e independência, sem impedimentos nem discriminações;
c) Promover a cidadania e a participação democrática e respeitar o pluralismo político, social e cultural;
d) Difundir e promover a cultura e a língua portuguesas, os criadores, os artistas e os cientistas portugueses e os valores que exprimem a identidade nacional.»?... Pelo que concluo que desconhecem...
Mas o que mais me deixa indignado foi a forma como o Sr. Manuel Luís Goucha respondeu no seu programa aos seus espectadores: «Morte mas não é ao Plasma! Morte ao 16:9! (...) Concerteza, nós precebemos tudo e quando não percebemos, nós fazemos de conta e avançamos! Morte ao 16:9!...» (vide extracto em http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=mNrsPOOyNfE)
Pelo que me dá a entender, o Sr. Manuel Luís Goucha está violar o n.º 1, do Artigo 9.º da Lei 8/2011, de 11 de Abril por negeligência.
Apelaria a V.Exas. a rápida análise da situação na qual coloca em causa não só ao desconhecimento da existência dos formatos como também ao incitamento aos espectadores para retirarem os receptores de ecrã plano na qual os cidadãos adquiriram para o processo de migração analógico-digital de televisão.»
Faço um apelo ao Sr. Manuel Luís Goucha, à Sra. Cristina Ferreira e ao Sr. José Fragoso (Director de Programas da TVI): Retratem-se e acabem com a 'peixeirada suja' que estão a fazer aos vossos espectadores e sobretudo acusar de cidadãos como o Sr. Jorge Ferreira de serem burros. Porque os burros são os senhores! E já agora, demitem-se da vossa função de apresentadores! Porque não é isso que justifica as vossas audiências e os vossos ordenados nada transparentes!
Fiquem com este vídeo exemplificativo que compara o 4:3 e o 16:9
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: A página de perfil de Facebook da Sra. Cristina Ferreira, censurou o responsável do MC Coment. Irá ser tomadas diligências para acusar a Sra. Cristina Ferreira de censura nos conteúdos e de ter uma má conduta para com os seus espectadores por não aceitar uma critica que lhe demonstra o seu atestado de 'burrice' declarada. (14:50)
Parece que a Saloia da Malveira detesta de ser acusada por não aceitar a livre opinião como num Estado de Direito vivemos.
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA II: Recebemos para nosso espanto a resposta do mesmo apresentador: «Ainda ontem esclarecemos que a nossa brincadeira sobre o plasma tinha a ver não com os aparelhos em si mas com o sistema usado ou não pelas cadeias de televisão. Falámos justamente do 16.9 não usado pela TVI. Lamento que ontem não tenha assistido a essa parte do programa. Diz o senhor que já apresentou queixa na ERC, pois venha ela que cá estamos para nos defender. MLG»
Pois é Sr. Manuel Luís Goucha, mentir aos portugueses depois de ter blasfemado e ter menosprezado os espectadores que em bloco disseram que se a TVI mudasse a sua emissão de 4:3 para 16:9 SD terminaria o mito de ficarem gordos. Sem dúvida as suas declarações estão registadas e da qual esperamos que haja um pedido de desculpa formal e terminar com a forma de fazerem televisão.
Quando não se domina os assuntos, mantenham-se em silêncio, quem domina, apresente-os e debata-os com eles! (15:07)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA III: Novamente recebemos a resposta que aqui cito:
«Têm os espectadores respeito por mim, tal como eu tenho por eles ou não tivessemos as audiências que temos. Já reparou quantas pessoas tenho eu neste mural, por exemplo. E caro senhor, não menti porque esse não é meu hábito. Se pedir a gravação do programa de ontem verá que na emissão, logo ao começo, falámos dos plasmas e dos sistemas usados pelas televisões, procurando justamente explicar o que estava mal explicado. Está gravado e se necessário forneceremos a dita gravação. Fala o senhor de que a minha colega vai ser acusada de censura. Porquê?. Porque o baniu do seu mural? Mas é um direito que assiste a qualquer pessoa que tenha facebook. Não queira é o senhor censurar o nosso sentido de humor e nosso jeito de fazer televisão próximo das pessoas que são o nosso público. As pessoas gostam de nós porque lhe levamos alegria, porque somos sinceros, porque ajudamos, e de que maneira! Deduzo, pela foto com que se apresenta nos nossos murais, que é deputado. Pelos vistos com funções de acompanhamento da comunicação social. Permita-me a pergunta: será um daqueles deputados que ninguém conhece, arumado numa última fila, para fazer número, sem direito ou ocasião para fazer ouvir a sua voz em plenário?. Quer, porventura, tornar-se mais conhecido à conta de duas figuras, estas bem conhecidas do país (e às quais muitos politicos recorrem em tempo de campanhas eleitorais?). Depute, senhor deputado, que deve ser essa a sua função, para à qual eu e todos os portugueses contribuimos. MLG»
Aqui vai a minha resposta:
«Caro Manuel Luís Goucha, em primeiro lugar, vi o vosso video no sítio da internet da TVI e é falso o seu argumento. A popularidade só se faz com trabalho e não com um número de espectadores. Eu estive a ver muito atentamente parte do vosso mural e vejo alguns espectadores a denunciar algumas mentiras que apresentaram no vosso programa, logo demonstram a falta de sereadade junto dos vossos espectadores.
O mais grave é que 48 horas depois do vosso primeiro movimento, ainda 'deitaram mais lenha para a fogueira' e ficamos incomodados por ver dois apresentadores que têm a 'lata' de dizer: «Morte mas não é ao Plasma! Morte ao 16:9! (...) Concerteza, nós precebemos tudo e quando não percebemos, nós fazemos de conta e avançamos! Morte ao 16:9!...» Se o senhor não precebe o que é o 16:9, o 4:3, o aspect ratio, a difusão analógica e a difusão digital (como estamos a viver com a transição Analógico-Digital) então não diria o que disse de forma brejeira e um insulto arrogante pelas pessoas que alertaram! Ainda por cima existe um video que compara o 4:3 e o 16:9 no Youtube que apelaria que veja e depois tire as suas conclusões!
Quanto à atitude da sua colega, sem dúvida é reprovável, o senhor ainda teve o bom senso de me responder mas a sua colega teve o senso de banir as pessoas sabendo de que existe uma queixa que consideramos grave e que nada vos favorece como rostos de um programa que têm audiências porque os espectadores identificam o senhor e não a sua colega. Se ela têm problemas pessoais, não os extreiorize na televisão, a sensação que o espectador fica é que a sua colega têm problemas de integração social só porque se divorciou do marido. Qual é o interesse dos espectadores saber da vossa vida privada? Que eu saiba nenhuma e certamente o senhor me dará razão, mas é preciso fazer este populismo? Evidentemente que não!
Quanto à minha fotografia deixou aqui público o seguinte:
1. - Não sou deputado. E mesmo que fosse deputado, certamente estaria a denunciar o vosso comportamento, como o comportamento da empresa TVI - Televisão Indepentente, S.A. diversas vezes junto da ERC como já fiz por os senhores (TVI) não cumprirem os mínimos para fazerem televisão.
2. - Se fosse deputado da nação, se calhar faria melhor figura que os senhores. Porque falo e esclareço detalhadamente os meus pontos de vista e sobretudo ouvir os cidadãos coisa que, e nisso estaremos de acordo, a maioria dos senhores deputados não o fazem.
3. - A minha fotografia vai na sequência de uma intervenção pública que fiz num colóquio sobre Televisão Digital Terrestre promovida pelo Presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação (Dr. Mendes Bota) em que na qual questionei um dos oradores sobre conteúdos regionais e ao outro orador presente acusar de falta de regulação do espectro e de muito mais coisas que em 3 minutos não dava para denunciar. Foi um colóquio amplamente discutido nas redes sociais e em blogs (entre os quais o meu que mais têm revelado sobre o processo) e houve uma total e manifestamente apoio por parte de todos e da qual me são solicitadas várias informações da qual estou sempre disponível para esclarecer e sensibilizar.
4. - A Assembleia da República é a Casa da Democracia e casa de qual eu tenho muito respeito e acho que se nenhum cidadão vai ao Parlamento assistir a debates quinzenais, intervir em colóquios e conferências é porque não está a exercer o seu direito de participação junto das instituições públicas. Já agora, convido o Sr. Manuel Luís Goucha a ser mais participativo nesses mesmos eventos que a Assembleia da República faz, se calhar os seus pontos de vista poderão ser atendidos ou até mesmo pode contribuir mais e melhor para o Estado.
Lamento que o senhor tenha estado a responder e depois baixa o nível como a TVI apresenta. Se fomos analizar, quem ganha as audiências nem é a TVI mas sim os canais de circuito fechado, ao qual a TVI24 está contemplada. Acho que daqui teriamos um bom ponto de partida para se debater no seu programa o conceito de televisão, quais os objectivos da televisão e elucidar espectadores, responsáveis de antena e apresentadores o que querem fazer da televisão? Criar novos mortos como a TVI já nos presenteou com a morte do Angélico Vieira e Francisco Adam? Chega meu caro senhor! Chega!
Queremos uma televisão mais amiga das pessoas mas que façam das pessoas um pouco mais inteligentes e não mais retrogada com valores que nada demonstram o espírito do nosso povo.»
Este senhor que apoiou Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República em 2011 acusa-me de apagado, indirectamente?... Apagado seria o Sr. Manuel Luís Goucha que não leu os dois anteriores artigos sobre televisão na qual denuncia muita coisa e da qual nunca fui ouvido. Fica aqui provado de que a formação e a arrogância dos apresentadores em nada favorece e o trabalho cívico dos cidadãos que nunca são questionados, nunca são convidados para seja o que for e que têm pontos de vista que podem converger para a retoma de certos valores que favorecem os portugueses que se perderam ao longo das última décadas.
Talvez seria tempo de se debater a sério e falar sério sobre os assuntos... (17:51)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA IV:
Manuel Luis Goucha, infelizmente não sabe aceitar os argumentos das pessoas e resolveu-me banir. Vai ser apresentado uma queixa junto das autoridades por censura ao livre pensamento. Seria uma boa oportunidade do Senhor Manuel Luís Goucha estar mais vezes calado em vez de dizer barbaridades.
Fiquem com mais um vídeo que entretanto mais ajuda os nossos leitores sobre as diferenças entre o 4:3 e o 16:9.
(18:08)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA V:
Foi reforçada a queixa junto da ERC de censura por parte do Sr. Manuel Luis Goucha e da Sra. Cristina Ferreira. Lamento que estes senhores não saibam usar bem as redes sociais e não sabem aceitar uma critica que lhes permitiu as devidas correcções e sobretudo acabar com a campanha negra que andaram a fazer e que muitos cidadãos tiveram o bom senso de esclarecer e elucidar a estes apresentadores do que é o aspect ratio das televisões. Seria uma boa oportunidade para se reverem as posições actualmente e sobretudo pedir desculpas formais ao bom nome de todos que andaram a sensibilizar, correctamente, os cidadãos. Tendo em conta a gravidade da situação, iremos preparar um video de comunicação pública e na qual é apresentada a nossa indignação e sobretudo darmos o dever de esclarecer o que foi não transmitido aos espectadores por via desta emissora. (12:02 - 29 de Fevereiro de 2012)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA VI:
Após sucessivos contactos, sem sucesso, por parte da estação emissora, foi reforçada a queixa junto da ERC invocando a falta de respeito, baixo nível dos apresentadores e ser atentado o bom nome de um espectador que tentou resolver a questão de forma esclarecedora e na qual foi agravado.
Agradeço a informação junto de vários blogs e fóruns de debate mas aqui a 'culpa não morre solteira'. A Televisão Portuguesa pode ter os dias contados... Sinceramente, dar atestados de menoridade aos espectadores, que são, neste momento, parte envolvida no processo, não merecem as faltas de respeito por parte de apresentadores, produtores e editores do programa.
Quando alguém da produção tiver o bom senso de rever as suas posições e terminar com esta 'peixeirada suja' que provocaram, certamente vai ser dado o início a uma revolução em como queremos para a nossa televisão aberta, que nos permite alargar os nossos horizontes e sobretudo que forme a identidade de um povo que não é mal educada, não é mal formada e que se interessa pelo seu país, apesar de ironizarem muito. (16:01)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA VII:
Em resposta às faltas de respeito que voltaram no dia 1 de Março e porque hoje faz uma semana que iniciou a campanha negra pelos apresentadores, começa a ser distribuido e difundido um video, que gradualmente vai ser traduzido em inglês, francês, alemão e espanhol (inclusivé) e disponibilizado pela rede, para se dar a conhecer ao publico global do que é a televisão portuguesa.
Infelizmente, estes senhores não falam com as comunidades portuguesas espalhadas pela Europa que todos os dias sentem represálias por parte de cidadãos nacionais europeus de que 'Portugal gosta de viver "há grande e há francesa"' e de que 'Portugal é um país de tristes' com o foclore e o sangue que espelham para o exterior, com as notícias que são publicadas.
Fiquem com o video e escandalizem-se com o sentimento que os telespectadores deveriam de ter depois de um apresentador sem respeito nem educação responde aos seus espectadores. Só responde a quem lhe convem... Lamentável...
O mesmo vídeo, no final, também homenageia todos os homens e mulheres que trabalharam e participaram nessa grande aventura das telecomunicações em Portugal que se chamava Oniway, como em artigos anteriores foram recordados... é o sentimento actual dos portugueses quando vêem programas tão jucosos como este.
«Eu não falo com brancos, eu não falo com pretos, eu não falo com lampiões, eu não falo com lagartos, eu não falo com homens, eu não falo com mulheres, eu não falo com 'gays', eu não falo com a minha mulher, eu não falo com os meus empregados, eu não falo com jovens, eu não falo com ninguém... Até quando? Mude de atitude.»
(06:58, 2 de Março de 2012)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA VIII:
Tendo em conta que estamos a ser observados (para não dizer vigiados) pela Produção do programa Você na TV da TVI - Televisão Independente, S.A. vamos deixar um importante aviso:
Como pelos vistos não gostaram de ser melindrados por espectadores insatisfeitos que pretendiam que fosse reposta a verdade da informação e sobretudo esclarecer os espectadores sobre o conceito do 16:9, vamos ser forçados a ter que resolver ir por caminhos mais complicados porque os prinicipios do decoro e da decência desceram de 'tamanha vil' que implica recorrermos para os tribunais os insultos e o excesso de brincadeira por parte da TVI, Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira, Produção e Edição do programa Você na TV.
Deixamos o aviso de que: se na Segunda-Feira voltam a mencionar mais o caso ou mesmo o nome de «Miguel do plasma», na Terça-Feira, dia 6 de Março, irei deslocar-me ao Campus da Justiça e formalizar uma queixa contra a TVI, Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira e respectiva equipa de produção do programa Você na TV.
Temos recebido muitos apoios, mensagens de solidaredade e grupos de Facebook a manifestar o repudio por parte das estações de televisão que disponibilizam equipamentos e meios para permitir as emissões em 16:9.
Já agora faço um apelo à TVI, mudem o slogan! «TVI - Uma televisão feita por si»??? Mas desde quando?... Fica aqui a sugestão: «TVI - Uma televisão feita por ignorantes».
(20:40)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA IX:
Como estes senhores continuam a fazer 'gato sapato' aos espectadores e que continuam a ofender constantemente e gratuitamente todos os que vêem televisão, fiquem com esta informação que é relevante para os péssimistas.
Deslocamos a várias lojas de electrodomésticos e questionamos se têm quebras de vendas de televisões de ecrã plano, e espantem-se com a resposta: «Estamos a vender pouco.» ou «Estamos a ter quebras muito grandes nas vendas.»
Questionamos também se ainda vendem televiões CRT (as televisões velhinhas que muitos de nós temos nas nossas casas) 4:3 e espantem-se também com a resposta: «Não vendemos! Eles já deixaram de fabricar.»
Está na hora da RTP, SIC e TVI deixarem de emitir todos os seus programas em 4:3 SD para 16:9 SD porque eles já investiram nos equipamentos que permite as emissões 16:9. Reforço, a TVI recebeu muitos fundos comunitários para as emissões 16:9, recordam-se do Pal Plus? A TVI foi pioneira e o que fez ao dinheiro? Foi para pagar os salários milionários destes ignorantes. (22:47, 4 de Março de 2012)
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA X:
Parece que estes dois apresentadores se esqueceram do Artigo 37º da Constituição da República Portuguesa:
«1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos.»
Pois é! A Lei e clara é pena é que os portugueses acreditam em tudo o que estes senhores apregoam e afirmam.
Fica claro de que Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira (claro alargando a própria TVI) não gostam de serem criticados para justificar as audiências que se revela FALSAS!
(13:34, 13 de Março de 2012)
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
TDT - Televisão dos Tesos (Parte II)
No dia em
que este blog comemora os seus 4 anos de existência, é com algum agrado que
verifico que houve uma explosão de leitores e que se tornaram nossos
seguidores. Da nossa parte não vemos outra forma de exprimir o nosso muito
obrigado. Verificamos que este blog foi e sempre será um bom contributo para o
esclarecimento público sobre os temas da Economia, Política e Sociedade.
Voltamos
novamente ao tema que gerou uma enorme polémica e que nos fez surpreender às
diversas mensagens de louvor e sobretudo há forma como foi espalhado o artigo.
Com o sucesso que chegou derivado ao trabalho de investigação e sobretudo ao
intenso exercício de memória que muitos portugueses desconheciam, e em que o
sector anda a viver tempos de austeridade (palavra que foi usada em todo o ano
de 2011) com as 'tropelias' que se criaram.
A televisão analógica já
começa a ser desligada como se fosse o desligar as luzes de um sector de uma
empresa em processo de falência. E estamos a 24 horas de desligarem um dos
emissores mais importantes na difusão da televisão, o Emissor do Monsanto em
Lisboa...
Voltamos,
outra vez, ao discurso 'fantasioso' de que 'a TDT abrange 100% do território
nacional' e de que 'a mudança para a TDT está a ser feito com enorme êxito'...
enfim como disse, voltamos ao discurso 'fantasioso'. Mas o que não se entende é
que a cobertura TDT nunca chegou ao que estava previsto no caderno de encargos
para a atribuição da licença. Segundo fontes de cidadãos, e pelas reacções que
recebi ao longo dos últimos 3 anos (recordo de que estou a falar do mais
recente apesar de que a história da TDT começa em 2000), detectei que não é
verdade o que a ANACOM e a PT afirmam garantir. Pelas nossas contas, a
cobertura não passa dos 75% do território nacional (isto claro incluindo
regiões autónomas). 75% não é 100%! Nem quanto mais 94%, como a PT queria
propor!
A ANACOM
continua a demonstrar uma total demagogia e, sobretudo, escamoteia a realidade
dos factos com estudos, inquéritos e estatísticas. Se formos a analisar, quanto
à taxa de penetração de acesso à plataforma TDT foi baseado num inquérito
telefónico aos clientes da PT e da TMN! Possivelmente, algum dos nossos
leitores é cliente do serviço de comunicações electrónicas do Grupo PT (seja
telefone fixo, telefone móvel, internet fixa, internet móvel) e lhe informaram
de que está haver um processo de migração de acesso a televisão. Mas o mais
grave disto tudo, é que explicitamente, estão a informar da implementação da
TDT mas ao mesmo tempo estão a tentar impor a velha máxima 'a ocasião faz o
ladrão'. Algum dos nossos leitores, quando recebeu a chamada, não foi lhe
questionado se já conhece a TDT?... E ao mesmo tempo não lhe perguntaram se
queria ter mais canais além dos quatro?... Pois é, e assim vamos mentir aos
cidadãos sobre a mudança da plataforma! Reforço também, que foi assim que a
ANACOM se baseou em obter a taxa de penetração da TDT... Então onde está a
empresa de estudos que o Sr. Eduardo Cardadeiro tanto falou de que estava a
tratar do assunto?... Pois é! Nunca houve! Quem fez 'a papinha' foi a PT!
Com isto
revela duas coisas:
1 - A ANACOM
têm a mesma postura dos 6 anos de (des)governação de José Sócrates com a
política da mentira, logo é o centro de emprego do Partido Socialista.
2 - De que a
ANACOM é um Departamento Satélite da PT que lhe faz alguns trabalhos que passam
por debaixo da mesa.
Com estes
dois pontos, vamos revelar um conjunto de situações que demonstra tudo o que
estamos a dizer.
Relativamente
ao ponto 1, é verdade que a ANACOM tem sido o centro de emprego para os amigos
que têm o cartão de militante do PS. Houve um nome que no artigo anterior foi
citado, Luís Nazaré, foi o senhor que iniciou esta política de que as
comunicações electrónicas é um local onde se pode enriquecer à custa da mentira
e da política da imposição junto do cidadão. É engraçado ao dizer esta frase,
recorda-me novamente o processo Oniway. A ANACOM fez imposições para fazerem
acordos de interligação mas aceitava os argumentos da não interligação da
Oniway por parte de dois operadores de serviço móvel terreste e no fim foi o
caminho da morte da mesma operadora Oniway. Luís Nazaré, o 'maratonista das
licenças das telecomunicações' (agora chamado), foi o recordista de atribuição
de licenças de prestação de serviço fixo no território nacional, militante assumido
do PS, Sócio do Sport Lisboa e Benfica, foi funcionário da CPRM - Companhia
Portuguesa de Rádio Marconi (recordam-se da Marconi para as chamadas
internacionais? Pois é, esta empresa foi integrada no Grupo PT e se existisse,
faria este ano 88 anos de actividade), foi director comercial e financeiro da
empresa Time-Sharing (para alguns, sabem o que era esta empresa, mas recordo
que é a actual PT Contact, logo Grupo PT) e foi membro do Conselho Consultivo
da PT. Em suma, foi com este senhor que se começou o ponto 1 e o ponto 2 das
conclusões que se tira sobre a ANACOM. Em termos de licenciamento de
prestadores de rede fixa, este senhor atribuiu 28 licenças desde 1999 (ano em
que se começou o processo de liberalização do negócio fixo) e sabem quantos
estão actualmente em actividade? 25, mas 80%, destes mesmos, a sua actividade é
só para o segmento 'corporate' (empresarial) ou nunca exerceram a sua
actividade.
Só com este
relatório, demonstra que houve uma vassalagem a 'amigos do PS' e do sector...
Filipe Baptista,
um vogal apagado da actual administração da ANACOM, doutorado em Direito e foi
Chefe de Gabinete do Ministro do Ambiente entre 1999 a 2002 e agora
questionamos, quem era Ministro do Ambiente nesse período? José Sócrates
Carvalho Pinto de Sousa! Logo, vogal PS.
José Manuel
Careto trabalhou nos Correios de Portugal, na Maxitel (a operadora que foi
pioneira na instalação de linhas telefónicas de raiz, mal foi liberalizado o
segmento fixo, a operadora de Luís Todo Bom que foi Ex-CEO da PT), trabalhou
para a Optimus como Administrador (Sonaecom, ao qual inclui a velha Novis e da
extinta IP Global), foi um dos administradores 'ruinosos' da Oniway (cá está de
volta essa operadora que tinha pernas para andar) conjuntamente com António
Casanova que arruinou a Optimus nos primeiros anos de vida e coincidência das
coincidências foi coordenador da TDT dentro do Grupo Oni. Então este vogal anda
na ANACOM a fazer o quê?... Dar vassalagem à Optimus para fazer as patifarias
que o Grupo Sonaecom quer fazer? Ou foi uma fonte privilegiada para a famosa
OPA (Operação Pública de Aquisição) à PT?...
Eduardo
Cardadeiro, o homem mais pateta da ANACOM, a Cátia da Casa dos Segredos versão
ANACOM. Se a Cátia da Casa dos Segredos fazia o papel de 'inculta' a ponto de
dizer que iria voltar a estudar, Eduardo Cardadeiro é o contrário. Tanta
palestra que tutela o processo da TDT a ponto de colocar os portugueses mais
'incultos' sobre televisão. Durante 6 meses enganou os portugueses explicando
'alarvidades' sobre a TDT aos idosos, nos programas da manhã de todos os canais
generalistas, a ponto no debate ter sido derrubado por um jornalista a ponto de
ser acusado de 'não saber fazer o seu papel de regulador'. Parece que as
'pantominices' que se criaram revelam que é mesmo o homem mais pateta e senil
da actual Administração da ANACOM.
Alberto
Souto de Miranda, assumidamente militante do PS, foi Presidente da Câmara
Municipal de Aveiro durante dois mandatos (por isso que Aveiro é esquecido dos
mapas à excepção dos Ovos Moles de Aveiro) e teve ligações a um consórcio onde
a PT esteve envolvida (através do departamento satélite da Universidade de
Aveiro, a PT Inovação).
Finalmente,
o Presidente mais aberrante de todos os tempos, ao nível de Luís Nazaré, José
Amado Silva, foi Presidente do Conselho Fiscal da Optimus! Mais um senhor que
se privilegia os contactos com o Grupo de Belmiro de Azevedo.
Como vêem a
ANACOM sempre foi um centro de emprego do PS e departamento satélite da PT que
agora também é departamento satélite do Grupo Sonaecom (é a mesma coisa que
dizer Optimus) depois uma falhada OPA à PT.
Quem pode
confiar numa Entidade Reguladora se todos os envolvidos têm ligações a
operadores de telecomunicações em actividade ou extintos e à militância do
Partido Socialista?... Eu diria que ninguém!
Mas o mal da
TDT não é só dos responsáveis da ANACOM, mas sim de muitos administradores e
Presidentes de Conselhos de Administração de muitas operadoras. Se não
vejamos...
Recentemente,
ocorreu um leilão de licenças para o LTE - Long Term Evolution (Evolução a
longo prazo) ao qual ficou vulgarizado por 4ª Geração Móvel Terrestre (4G) e
foram a concurso 4 operadores. Mas há última hora, um deles desistiu, estou a
falar de outra empresa que não perdeu os seus 'tiques' de monopolista da
empresa ao qual se separou. É claro que estou-vos a falar da Zon Multimédia! E
o mais interessante é que o motivo de desistência não foi esclarecedora a ponto
de afirmarem em público que querem entrar na 4G, mas a ANACOM fez aquilo que
não deveria de ser feito, devolver os 15 milhões de Euros de caução para o
leilão de frequências da LTE se desistiu depois de ter fechado a inscrição.
Tecnicamente,
a 4G utiliza as frequências de 450 MHz e os 2,6 GHz que são bem próximas das
frequências do sinal analógico de televisão. E uma das exigências que
especialistas de telecomunicações fazem junto da ANACOM, é que só pode iniciar
a actividade com esta plataforma móvel terreste quando o sinal analógico de
televisão estiver 100% desligado, para que não haja interferência de sinal. Mas
alguém queria começar a funcionar em 4G, em Março, sabendo de que só em Abril o
espectro radioeléctrico vai ficar libertado. A PT como é evidente!
No final de
todo o processo do leilão, antes de entregarem as licenças, os concorrentes
vencedores, enviaram documentos escritos à ANACOM a acusar a recepção sobre o
processo de leilão e fizeram algumas críticas ao processo. Mas ao acedermos aos
documentos, algo de estranho passa-se...
A
comunicação escrita da Optimus é formal e simples, não fez nenhum comentário. O
da Vodafone também escreve com a mesma formalidade que se exige e faz algumas críticas
sobre a desistência da Zon Multimédia. Mas o que espanta é o que vem a
seguir... O Grupo PT, escreve um documento de forma tão 'macarrónica', com uma
mistura de formalidade e de informalidade, de 15 páginas. Se verificarem, a
carta inicia desta forma:
«Exmos.
Senhores (a computador) Caro Professor, (em manuscrito)...»
E agora
termina desta forma:
«Com os
melhores cumprimentos, (a computador)
(um
'rabisco' que não se entende mas depreende-se que quer dizer...) um abraço
Zeinal Bava»
Mas eu agora
pergunto, a forma de como se comunica para uma Entidade Pública é feita desta
forma… Num clima de intimidade?... Só isso demonstra que as ligações privilegiadas
que a PT têm junto da ANACOM permitem este tipo de documentos escritos de forma
abusiva.
Então, é ou
não é que a ANACOM é um departamento satélite da PT?... Com isto confirma-se!
Voltando ao
assunto TDT...
Quando no
debate realizado na RTP Informação, na qual o jornalista Sérgio Denicoli
confrontou Eduardo Cardadeiro sobre a regulação da ANACOM, teve a coragem de
dizer frontalmente de que a ANACOM deveria de fazer o seu papel de regulador.
Isto é verdade! Se não vejamos...
Ao longo dos
3 anos em que a plataforma TDT começou a emitir, houve queixas, denúncias
públicas e uma total desresponsabilização por parte dos operadores prestadores
de televisão fizeram-se imensas campanhas enganosas que levou ao engano de
muitos cidadãos. Frases como:
«Sabia que
os quatro canais vão deixar de emitir? Entre no Agente PT e sabia as condições
para continuar a ter televisão.»
Ou 'spots'
publicitários do género:
«- Em
Janeiro, os sinais dos quatro canais vão deixar de dar e isso é uma boa
notícia!
- É boa! É
muito boa!
- É boa
porque a Zon vai lhe dar!
- Boa!
- Com a Zon
pode manter os seus quatro canais e ainda lhe oferece chamadas gratuitas! Tudo
por apenas 9,90 Euros!...»
Como se
comprova, frases que apelam ao consumo e ao pagamento de uma mensalidade para
continuar a ver televisão quando a TDT não se paga! Só existe custos de
adaptação que só é feito uma vez e não têm periocidade mensal e nem
compromissos. Mas de vigarices em vigarices, a Televisão Paga ganhou clientes.
No artigo
anterior, falei das receitas que os prestadores de acesso a televisão receberam
durante o 3º Trimestre de 2011. Reforço que os valores de quota de clientes de
cada operador são fornecidos pela própria ANACOM. Mas algo vai acontecer nos
próximos tempos, é a maior quebra de subscritores derivados às mentiras que
foram dadas aos cidadãos. Estima-se que cerca de 80 mil subscritores deixem de
ter acesso a televisão paga ao qual 60% vão desistir voluntariamente, após as
fidelizações, e 40% vão 'boicotar' o pagamento do serviço invocando de que foi enganado
e de que queriam ter a TDT, era a solução ideal. Ao efectuarem o 'boicote',
engrossa a lista de utilizadores de risco das comunicações electrónicas que os
operadores de telecomunicações quiseram impor, equivalendo à lista negra de
utilizadores de crédito bancário.
Segundo os dados da ANACOM (que
apesar de incompletos), o serviço de televisão por subscrição aumenta em média
trimestralmente cerca de 40 mil clientes que são distribuídos pelos vários
operadores que estão licenciados. Vejam o quadro seguinte que revela alguns
valores que se estima:
3º Trimestre de 2011
|
4º Trimestre de 2011
|
1º Trimestre de 2012
|
Abril de 2012
|
|
N.º Total de Clientes
Estimado
|
2 888 000
|
2 928 000
|
2 968 000
|
2 981 000
|
Estima-se que em Abril deste ano,
mês em que é desligado totalmente o sinal analógico, com as sucessivas
transições do sinal analógico para o serviço de televisão paga, poderá contar
com cerca de 3 milhões de utilizadores de televisão paga sem necessidade! Mas
quando os cidadãos forem sensibilizados de que não precisava de pagar cerca de
30 Euros por mês para ver televisão, vejam o quadro seguinte que vai revelar o
valor de clientes do serviço e a quantidade de utilizadores que apresentam como
cessação do contrato:
2º Trimestre de 2012
|
3º Trimestre de 2012
|
4º Trimestre de 2012
|
Evolução 2012
|
|
Total de Clientes
Estimado
|
2 929 000
|
2 849 000
|
2 769 000
|
- 160 000
|
Clientes que desistem
voluntariamente
|
31 200
|
79 200
|
127 200
|
- 127 200
|
Clientes que se recusam
pagarem
|
20 800
|
52 800
|
84 800
|
- 84 800
|
Se nos
últimos trimestres, se aumenta em média 40 mil novos subscritores, estima-se
que abandonam, em média, 80 mil subscritores por trimestre, o que pode agravar este
ano cerca de 85 mil subscritores que vão entrar para a lista negra de
utilizadores de comunicações electrónicas que o Grupo Sonaecom sempre exigiu.
Reforço que para serem incluídos nesta lista, basta ter uma dívida que valor
igual ou superior ao Salário Mínimo Nacional (485 Euros), que a responsável da
Sonaecom, que é a Presidente da APRITEL (Associação dos Operadores de
Telecomunicações), Ana Paula Marques, exigia por parte do Estado (sobretudo do
regulador) que para incluir na lista dívidas no montante de 242,50 Euros, que é
metade do valor do Salário Mínimo Nacional.
Hoje em dia
sabemos, que o motivo das pessoas recusarem a pagar as facturas de comunicações
electrónicas é derivado a vários factores, pode ser por factor de informação
mal prestada pelas forças de vendas directas ou por factor de 'falência' dos
agregados familiares que não podem suportar os preços aplicados e sucessivos
aumentos, que normalmente aumentam indexando à taxa de inflação no inicio de
cada ano civil.
Agora
conclui-se, onde está a ANACOM a fiscalizar os operadores de telecomunicações
para evitar este 'desgoverno' regulatório? Não está! Porque as queixas chegam à
ANACOM mas a resposta é sempre nula a ponto de não assumirem a responsabilidade
pela situação e que é encaminhada para a Direcção-Geral do Consumidor quando o
regulador é que deve registar as queixas, actuar em conformidade com a lei e com
os estatutos que foram atribuídas por Decreto da Assembleia da República.
Quanto aos
conteúdos…
Nos últimos
dias, têm se gerado alguma mobilização que por iniciativa da actual Presidente
da Assembleia da República, tomou como sua luta (a meu ver muito bem!), a
introdução do Canal Parlamento aberto a todos os cidadãos na plataforma da TDT.
Tudo derivado a várias queixas de que a Zon Multimédia, retirou do seu pacote
básico o mesmo canal. Como é normal nestas iniciativas, os outros operadores
iriam tomar a mesma atitude invocando de ser um canal com muito pouca audiência
e que não gera lucros para as operadoras de serviço de televisão por
subscrição.
Mas reforço
que, os conteúdos nunca foram debatidos e houve imensos apelos, petições e
cartas escritas aos responsáveis políticos para introduzir os canais temáticos dos
actuais generalistas sendo uma grande porta para constituir-se novos canais com
novas temáticas, como por exemplo os canais regionais no território continental
português.
Em breve,
iremos apresentar uma lista de canais que na Europa foram introduzidos mal a
TDT começou a emitir os países membros da Europa.
Resumindo,
até Abril, as mentiras vão continuar até que o poder político coloque um fim a
isto e aplicar as regras como deve ser.
P.S. - Apelo
a todos os leitores e seguidores a assistirem ao Colóquio sobre a TDT,
promovido pelo Presidente da Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e
Comunicação, Dr. Mendes Bota, às 17:30 na Sala do Senado da Assembleia da
República ou podem assistir em directo no Canal Parlamento num operador de TV
Paga ou no Sítio Oficial do Canal Parlamento em http://www.canal.parlamento.pt/
Reforço que até ao momento em que
este documento foi publicado, não obtive por parte dos operadores prestadores
de televisão os seus tarifários do serviço de televisão desde 2000 para terem a
noção do quanto dinheiro foi gasto por muitos cidadãos que ao longo de 12 anos fizeram
encher os bolsos aos administradores destas empresas e à própria ANACOM, com a
vassalagem de obrigar os cidadãos a pagarem por uma coisa que já é gratuita.
Também não tive acesso aos relatórios trimestrais da ANACOM, anteriores ao ano
de 2011, que estavam disponíveis no sítio da internet da ANACOM e que
subitamente desapareceu! Já agora um conselho para os responsáveis da gestão
dos conteúdos do sítio da internet da ANACOM: ORGANIZEM-SE!... O Sítio da
ANACOM parece uma casa desarrumada com informação em excesso e mal organizada!
A Primeira parte deste artigo pode consultar em: http://mccoment.blogspot.com/tdt-televisao-dos-tesos.html
NOTA DE ACTUALIZAÇÃO:
O MC Coment esteve presente e para marcar a presença, anuncia que vai ser emitido no MC Coment TV, o Colóquio sobre a TDT, que foi emitido em directo no Canal Parlamento, no passado dia 31 de Janeiro. Vai ter a presença de:
- António Pedro Vasconcelos, Cineasta
- Sérgio Denicoli, Investigador da Universidade do Minho
- Eduardo Cardadeiro, Administrador da ANACOM com o pelouro da TDT
Será emitido no MC Coment TV às 14:18 e 20:53, todos os dias, a partir do dia 6 de Fevereiro!
A NÃO PERDER!...
4 de Fevereiro de 2012 16:47
A Primeira parte deste artigo pode consultar em: http://mccoment.blogspot.com/tdt-televisao-dos-tesos.html
NOTA DE ACTUALIZAÇÃO:
O MC Coment esteve presente e para marcar a presença, anuncia que vai ser emitido no MC Coment TV, o Colóquio sobre a TDT, que foi emitido em directo no Canal Parlamento, no passado dia 31 de Janeiro. Vai ter a presença de:
- António Pedro Vasconcelos, Cineasta
- Sérgio Denicoli, Investigador da Universidade do Minho
- Eduardo Cardadeiro, Administrador da ANACOM com o pelouro da TDT
Será emitido no MC Coment TV às 14:18 e 20:53, todos os dias, a partir do dia 6 de Fevereiro!
A NÃO PERDER!...
4 de Fevereiro de 2012 16:47
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
TDT - Televisão dos Tesos (Parte I)
Já iniciou o desligamento do sinal analógico de televisão em Portugal... Durante 12 anos, vivemos muitas 'tropelias', muitos erros, muitos avanços e recuos e afinal a televisão passou para 'coisa de pobres'. Mas agora muitos questionam: Onde foram os erros? Onde podemos ter seguido? Quem foi o responsável, ou os responsáveis, pelos altos e baixos?... A resposta vou vos responder no final desta publicação.
Vamos reportar a 2000...
No Ano 2000, então Governo (à beira do 'mar pantanoso') toma a iniciativa de dar inicio à migração digital de televisão terrestre. Pensou-se num modelo onde retirasse o espectro radioeléctrico das actuais frequências analógicas de televisão para uma plataforma de televisão digital em que albergasse mais conteúdos em melhor qualidade de imagem e de som e que sobretudo fossem instalados em menores quantidades os emissores de difusão e maior propagação do sinal dos canais de televisão. Assim foi! Mal entrou esta ideia, a SIC (Sociedade Independente de Comunicação, do actual Grupo Impressa) lançou o seu primeiro canal temático, sendo o primeiro canal de informação 24 horas por dia sem qualquer noção de difusão nacional. Foi precisamente a 8 de Janeiro de 2001 que surge a SIC Notícias.
Claro que na redacção da SIC estava tudo 'em pulgas' porque se trata de uma retrospectiva a quando do lançamento dos canais privados em 1992. Mas nessa altura, a Televisão Digital Terrestre (TDT) não estava nos horizontes da SIC nem quanto mais na cabeça do Dr. Francisco Pinto Balsemão. Quando se pensou na SIC Notícias, a SIC tomou a iniciativa de fazer em circuito fechado de televisão (designada por TV Paga, apesar de que os conceitos são diferentes sobre a Sport TV) como já estava em curso com o antigo Canal de Notícias de Lisboa (CNL, se bem que se recordam...). Sem concorrência na área, lá teve a sua audiência... Mas meses mais tarde, o Governo em 7 de Abril de 2001, emite um despacho do então Ministro João Cravinho (Ministro do Equipamento Social) para atribuir uma licença de televisão digital terrestre, sem ter a noção do que era a TDT, em que moldes seria feito, qual a cobertura e quais as tecnologias de TDT que iria aplicar se o MPEG-4 ou o MPEG-2 que foi aplicado a maioria de todos os países da Europa (à excepção da Irlanda, que tenha conhecimento) para o tipo de encriptação vídeo.
Claro que a SIC nunca hesitou em desenvolver conteúdos temáticos de televisão em Portugal, por isso é que no mesmo mês em que é emitido o despacho da TDT, a SIC desenvolve a SIC Radical a 23 de Abril de 2001. Com tanta pompa e circunstância, até teve directos de telejornais com camiões TIR em direcção da Sede da ANACOM, na Avenida José Malhoa em Lisboa, houve dois consórcios em concurso que envolviam operadores de televisão e um deles, um operador de telecomunicações. Claro que estou a falar da Portugal Telecom (PT), evidentemente... Agora questionam todos, quem ganhou a licença em 2001? Claro o consórcio que tinha a PT como envolvida! A Empresa PTDP - Plataforma de Televisão Digital Portuguesa tinha como envolvidos a RTP (quando era ainda uma Empresa Pública), a SIC e a PT, colocando a TVI (na altura já estava no Grupo Média Capital a liderança de Miguel Paes do Amaral) à margem como era do conhecimento público, que quando a TVI em 1993 iniciou as suas emissões regulares, sempre quis desenvolver a sua rede de emissores e retransmissores próprios para não estar dependente da TDP - Teledifusora Portuguesa, S.A. (entretanto incorporada pela PT)
Governo do Partido Socialista no poder, a TDT entregue à PT 'quase de mão beijada' e ANACOM dirigida por um Socialista (Luís Nazaré) que têm interesses económicos na área das telecomunicações, a televisão em Portugal podia estar condenada ao retrocesso civilizacional derivado aos interesses financeiros a envolver poder político e poder económico que desvirtua o conceito de televisão gratuita para todos e de forma não condicionada. Em 2002, o consórcio vencedor recebeu a licença e tinha seis meses para poder dar início às emissões regulares na nova plataforma de televisão digital mas não foi possível a ponto de pedirem, em Maio de 2002, uma prorrogação dos prazos para a implementação da TDT, sem razões aparentes. Será por questões técnicas?... Será porque não existia televisões que estejam preparadas ou porque não havia equipamentos que adaptavam as actuais televisões para a nova plataforma?... Até agora, desconhecemos... Mas de qualquer das maneiras, o Governo da altura, aceitou o 'choradinho' e prorrogou o início da TDT para 1 de Março de 2003. Mas algo de errado está a passar...
Mas em termos de conteúdos, a SIC volta novamente à carga com novos canais temáticos e lança a SIC Mulher, no dia Internacional da Mulher (do ano de 2003), e volta a ensombrar-se dessa plataforma que iria revolucionar a maneira dos portugueses de verem televisão mas se quisermos comparar com Espanha, no mesmo período, em que a TDT já estava a funcionar e já havia canais temáticos a funcionar mas em circuito fechado (como hoje vemos em Portugal) mas a rentabilidade é muito reduzida a ponto de não ter audiência.
25 dias depois do Governo de Durão Barroso (PSD) ter dado como limite o inicio da TDT em Portugal, é quando a PTDP devolve a licença de TDT à ANACOM por não estarem garantidas as condições mínimas para funcionar a TDT e porque entretanto houve mudanças técnicas de televisão logo a ideia de televisão digital morreu como um 'bebé numa incubadora'. Qual foi o sentido disto? Não seria ideal a ANACOM decidir fazer mudanças da TDT tendo em conta que Espanha estava com um constrangimento de que algo não estava a correr bem no processo de migração para a TDT?...
As telecomunicações, ao mesmo tempo, que começavam também a sofrer mutações e evoluções favoráveis aos operadores e ao mesmo tempo também aos consumidores. Mas mesmo em 2002, a ANACOM sempre conduziu mal a sua actividade de regulação por diferendos entre operadores instalados e potenciais novos operadores. Se não vejamos....
Em 2001, mais precisamente em 11 de Janeiro, foram emitidas as licenças para o UMTS (Universal Mobile Tecnology System, vulgo terceira geração móvel terrestre) a quatro operadores: A TMN, a Vodafone (na altura designava-se por Telecel), a Optimus e a Oniway (recordam-se?... presumo que não!). Mas também das telecomunicações móveis terrestres não tinha havido uma evolução no desenvolvimento de terminais móveis como na televisão, eram tecnologias novas e sobretudo extremamente caras para o mercado e quando os ordenados dos cidadãos eram demasiado baixos para adquirirem um terminal de terceira geração, pelo que o Governo tomou a iniciativa, também, de prorrogar para 31 de Dezembro de 2002 o início das transmissões de telefonia móvel em UMTS.
Mas agora começa a história da má regulação nacional....
Em Março de 2002, a Oniway (empresa do segmento móvel da Oni Telecom) faz um acordo de roaming (utilização da rede de estações base de uma operadora) nacional com a TMN no sentido de lançar a operadora Oniway mesmo ainda não tendo instalado as primeiras estações base (antenas de telemóvel) na plataforma UMTS.
Mas a guerra começa aqui...
Muda-se a administração da ANACOM (para Álvaro Dâmaso) e começa uma guerra de interesses em que especialistas de telecomunicações argumentavam 'que não havia espaço para um quarto operador móvel em operação', que havia boicotes de acordos de interligação com a mesma tese dos especialistas de telecomunicações e que a nova operadora de telecomunicações móveis iria roubar bastantes clientes derivado ao preço baixo que pretendia aplicar. A ANACOM nessa altura nunca conseguiu mediar tudo isto e colocar em prática o que estava estipulado para implementação do UMTS e foi um péssimo juiz nesta luta entre Oniway e a Telecel-Optimus. Sempre agiu com passividade enquanto estávamos a viver uma disputa absurda de preços de terminação de chamada e de quota de mercado, a Oniway investiu na sua sede, no seu 'contact-center' (aqui deixo a minha marca pessoal, porque fui funcionário da Oniway e assisti ao centro do conflito) e na sua primeira estação base UMTS em Porto Salvo, que foi sempre a estação piloto do UMTS em Portugal. Vivemos durante meses a fio nesta novela onde tivemos um regulador 'esclerosado' que nunca colocou a arma da exigência e sempre viveu ao sabor das disputas sentando-se na bancada a assistir a esta luta titânica.
Muitos me questionam, o que aconteceu depois disto tudo?... Alguns já sabem da resposta mas a maioria ainda não soube. Mesmo arrancado a ferros os acordos de interligação das duas operadoras em falta, a Optimus cedeu e a Vodafone já para o fim começou a ceder mas algo chegou na antiga sede da Oniway na Avenida Almirante Reis em Lisboa... A Oniway cessa a sua actividade. Assim morreu um novo concorrente na área das comunicações móveis e derivado a quê? Má regulação da ANACOM.
Claro que com este constrangimento criado pela ANACOM, novamente é prorrogado o prazo de implementação da rede UMTS para 31 de Dezembro de 2003, 24 horas antes de efectivar o início das frequências UMTS. Por sua vez, em 13 de Janeiro de 2003, era passada a certidão de óbito da Oniway e as frequências que a Oniway, detinha a quando da atribuição da licença, foram distribuídas pelos três operadores em exercício. Eu diria que foi uma decepção para não dizer lamentável e com muitas lágrimas à mistura...
Com tudo isto, de 21 de Abril a 4 de Junho, as três operadoras, em diferentes datas, lançaram os seus serviços UMTS e continuamos a ter má regulação...
Voltando à televisão, tendo em conta que não existia uma plataforma de TDT a funcionar ou até mesmo a fazer emissão simultânea entre o analógico e o terreste (o simulcaste), a RTP adquire a NTV (Norte TV) e cria a RTPN (hoje, RTP Informação) para ser o canal de serviço público de televisão com a sua temática de informação com o mesmo rigor e o mesmo critério de jornalismo de informação que a RTP sempre nos habituou. E mais tarde criou a RTP Memória, a quando da preparação dos 50 anos da Televisão Pública. Sobre a TDT nada se falou e nem a ANACOM se pronunciou...
Em Maio de 2005, a Comissão Europeia volta a erguer a bandeira sobre a TDT e de ser aplicada a sua implementação de forma rápida a sua transição do analógico e na qual se exige aos Estados Membros da Europa de implementar a TDT até 2012. Já em Portugal, e depois de tal deliberação Europeia, em Julho de 2005, uma empresa de terminais telefónicos (Siemens), uma operadora de telecomunicações (SGC Telecom - Jazztel - Ar Telecom) e uma estação de televisão (TVI), pediram junto da ANACOM uma autorização especial para fazerem testes técnicos da TDT como hoje conhecemos, tanto em terrestre como móvel (a Televisão Digital Móvel, que nunca foi implementada e nem vai ser implementada apesar de existir esta plataforma) usando a técnica de encriptação video MPEG-4. Já em 2006, na Conferência Regional de Rádiocomunicações (RRC-06) da União Internacional de Telecomunicações (UIT) definiu um plano internacional de frequências de radiodifusão terrestre e em que deu como protecção até 2015, de efectivarem a migração do analógico para o digital ao nível internacional.
Em Julho de 2007, era criada a Lei que regulamenta a actividade da televisão em Portugal (Lei da Televisão, Lei n.º 27/2007 de 30 de Julho) e por sua vez, voltamos a ter a televisão digital terreste a 'ressuscitar' pelo Governo de José Sócrates mas em Espanha, mudou a forma de usar a TDT e deu a possibilidade aos actuais operadores existentes de lançarem os seus canais, que até agora estavam em circuito fechado de TV Paga para a plataforma de TDT, que permitia com que o povo espanhol possa ter mais acesso a conteúdos que até agora era estava limitado ao pagamento de uma taxa de acesso junto de uma operadora de telecomunicações. Em Portugal? O que fez?...
Chegamos a 25 de Fevereiro de 2008, lança-se o concurso público de utilização de frequências para a TDT para os multiplexters A, B a F. Dois concursos separados com duas intenções, o Mux A era para os canais gratuitos e os Muxs B a F era para os canais pagos (os canais de subscrição, como a Sport TV e entre outros) e promessa do Ministro dos Assuntos Parlamentares da altura (Jorge Lacão), que os portugueses irão ter uma televisão com melhor qualidade de imagem e de som e que iria ter cerca de 20 canais novos. Recordo 20 CANAIS NOVOS... Agora vejam quem se apresentou a concurso?... A PT, como sempre! Depois de uma recuperação hospitalar de uma OPA que lhe arruinava os negócios... Entretanto, para os Muxs B a F, temos concorrência! A Airplus que estava liderado por quem? Miguel Paes do Amaral! Mas muitos questionam, o que estava no caderno de encargos para quem estava interessado?... Aqui vai as explicações...
No Multiplexter A, têm de ser garantido os 4 canais de televisão, mais a RTP Açores e RTP Madeira nas suas respectivas regiões autónomas, mais um canal generalista em definição standard e um canal de alta definição partilhado pelos operadores de televisão existentes e que têm como os seguintes requisitos mínimos de cobertura:
- 99% da população da faixa litoral do território continental ao fim de 18 meses (ano e meio) da data da implementação;
- 75% da população do restante território nacional ao fim de 30 meses (dois anos e meio);
- e 99% da população nacional ao fim de 3 anos.
Nos Multiplexters B a F, têm de ser garantido a actividade de televisão que é seleccionado pelos serviços de programas de acesso não condicionado com assinatura ou condicionado com 5 frequências para uma entidade de transporte e têm como os seguintes requisitos mínimos de cobertura:
- 75% da população do território nacional em todos os distritos e regiões autónomas nos Muxs B e C;
- e 75% da população da faixa litoral para os Muxs D a F.
No Multiplexter A, sem qualquer tipo de opositores, venceu a PT e já no Multiplexter B a F, houve uma providência cautelar na qual garantia que a PT ganhava o concurso quando na realidade o opositor esclarece que o concurso não foi imparcial e porque estava em causa a verdadeira transparência do concurso da TDT.
Mas o mais engraçado é que a PT ficou com as licenças e devolveu porque 'houve alterações no sector de televisão paga' o que provocou um enorme vazio de espectro radioeléctrico mas a TDT está implementada e já em execução.
Estamos em 2012, ouvimos queixas, ouvimos denúncias e exige-se ao regulador mais transparência, mais exigência e corrigir os erros criados. Compreendo as posições de todos os cidadãos mas eu já fiz um trabalho de investigação que resolve tudo. Com isto, lancei um desafio a todos os envolvidos no processo da TDT e vejam as respostas que recebi...
Em Outubro de 2010, dei início a um pedido de explicações a todos os envolvidos à excepção da PT, porque é a entidade que usou das licenças como objectivo de enriquecimento da PT usando os meios do Estado.
Em 23 de Outubro de 2010, recebi uma carta do Ministério dos Assuntos Parlamentares na qual eu questionei as razões dos canais temáticos já lançados pelos actuais operadores de televisão, a resposta foi a seguinte:
«A introdução da TDT em Portugal foi definida com base em dois modelos de negócio distintos: uma operação Free to Air (FTA), com a qual se pretendia, antes de mais, assegurar a migração analógico-digital da plataforma terrestre, proporcionando-se condições para a continuidade da oferta dos serviços de programas televisivos hoje disponibilizados por via analógica terrestre; e uma operação Pay TV, com a qual se pretendia propiciar aos utilizadores finais a existência de uma oferta comercial concorrencial às disponibilizadas por outras plataformas, ao nível de serviços de televisão por subscrição.»
Relativo ao canal HD (hoje é um canal fantasma que não emite nada...), aqui vai a explicação:
«A exclusão dos candidatos ao concurso para a atribuição de licença para um 5.º canal, determinada pela ERC (decisão entretanto objecto de uma acção judicial interposta por um dos candidatos excluídos e ainda não decidida), assim como a ausência de desenvolvimento, por aparente desinteresse comercial, de um canal partilhado em Alta Definição (HD) por parte dos actuais operadores de televisão RTP/SIC/TVI, tal como inicialmente previsto, circunstâncias associadas à operação FTA (...)»
O que aqui se explica é que, como o concurso do 5º canal generalista falhou, a RTP, SIC e TVI desinteressaram-se sobre o canal HD. Com esta resposta, reteve-se a seguinte informação, canais temáticos vão continuar nos mesmos moldes que hoje vemos: 'Pagas para acederes!'
Por sua vez, em 4 de Dezembro de 2010, a TVI responde ao meu pedido sobre os mesmos temas, obtive o seguinte esclarecimento:
«Os modelos de funcionamento da TDT em modo de acesso livre (MUX A) são da exclusiva responsabilidade do Governo, da Anacom e da ERC. A TVI não tem qualquer poder de decisão sobre os canais a disponibilizar nessa plataforma.
O modelo posto a concurso pela Anacom e ganho pela PT previa, como plano de ocupação do MUX A, os 4 canais actuais em definição SD, um 5º canal em SD a licenciar mediante concurso e um canal HD partilhado por todos os 5 canais utilizadores do respectivo MUX.
O concurso para o 5º canal foi efectuado, tendo a ERC excluído os dois candidatos que se apresentaram a concurso. O canal HD partilhado revelou-se impossível de gerir.
Nem o TVI 24 nem qualquer outro canal temático poderão ser incluídos no MUX A sem concurso público (a não ser que mude a legislação em vigor).»
Depois desta explicação, a TVI alega que a culpa é do Governo, a ponto de usar a expressão 'a não ser que mude a legislação em vigor'. Mas a SIC têm outro entendimento sobre os canais temáticos, com a comunicação de 8 de Dezembro de 2010, diz o seguinte:
«Neste momento não prevemos a inclusão de canais temáticos na TDT, no entanto, tomámos nota do seu interesse.»
Mas já antes em 4 de Dezembro, sobre o HD, tenho a seguinte 'desculpa':
«Esta problemática relacionada com o tipo de aparelhos de que o consumidor dispõe, bem como a eventual migração para HD, com uma eventual passagem pela emissão em 16:9/SD dos nossos canais, tem merecido e merecerá nos próximos tempos toda a nossa atenção. Este tema tem sido objeto de análise e discussão interna e, por certo, a SIC poderá tomar, num tempo não muito longínquo, decisões que tenham a ver com a mudança de formato de imagem, com base na constatação das reais vontade e necessidade dos telespectadores.»
O que revela que a SIC não está irredutível pela força da lei mas fica o interesse que os cidadãos ficam sobre o tema.
Já em 6 de Janeiro de 2011, a ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social, responde sobre os canais temáticos desta forma:
«...Os 'canais' por si exemplificados não poderiam ser distribuídos pela plataforma TDT, uma vez que, à face do quadro jurídico vigente, tais 'canais' - ou, pelo menos, os que não integram o serviço público de televisão - não beneficiam de uma habilitação legal que lhes permita a sua transmissão com recurso à utilização do espaço hertziano terrestre.»
Com este ofício da ERC resume-se: Muda-se a lei que é o ideal!...
Todos questionam-me, e a RTP? Não colocou a questão à RTP?... Sim coloquei, até hoje não recebi qualquer tipo de resposta.
Depois de algum tempo de reflexão de soluções, contactei com o Ministério da Industria, Energia e Turismo de Espanha em 31 de Dezembro de 2011 para esclarecer quem é a empresa que está a fazer o transporte do sinal de televisão digital terrestre em Espanha e a resposta foi a seguinte:
«Em relação à carta recebida através do nosso sítio da internet, informamos que em Espanha existem vários operadores de rede que proporcionam o serviço de transporte de sinal de televisão. O Operador Albertis Telecom, com uma extensa rede de difusão com presença em todo o território nacional, é o operador dominante do mercado. Outros operadores, dentro do âmbito autonómico, são por exemplo, Telecom Castilla la Mancha, Retegal, Itelazpi o Axion.»
O significa que existe um operador que se dedica à distribuição nacional e vários para fazer a distribuição regional mas obtendo a investigação sobre o operador dominante, a Albertis Telecom, esta empresa só se dedica ao transporte de sinal para todo o território espanhol e bem como é accionista de dois satélites, o EUMETSAT e o Hispasat. Em resumo, a Albertis Telecom não vende serviço de televisão paga a nenhum espanhol.
Agora questiona-se novamente: Onde foram os erros? Onde podemos ter seguido? Quem foi o responsável, ou os responsáveis, pelos altos e baixos?...
O Erro foram os erros sucessivos de Governos e Administradores da ANACOM por não regularem o sector com deveria de ser. A solução passa por rever o estatuto da ANACOM reforçando a posição de regulação do sector e não vir a público em várias questões levantadas de que são responsabilidade do Governo ou da Direcção-Geral do Consumidor quando a actividade de regulação, implementação e resolução de conflitos de consumidor e de actividade sejam todas da alçada da ANACOM, foi para isso que foi criada uma Entidade Reguladora do Sector das Comunicações Electrónicas. Se nada foi feito em matéria de regulação, recomendaria a extinção da ANACOM e passar para alçada do Ministro da Economia ou extinção da ANACOM e passar para uma Inspecção-Geral sem Administradores.
Podemos ter tido a perspicácia que os espanhóis fizeram em 2007, porque já nesse mesmo ano, o modelo de TDT em Espanha está a ser o mesmo modelo de TDT em Portugal, e podíamos ter lançado a TDT já com a introdução de novos canais na plataforma. Mas como as estações de televisão estão impedidos de terem os seus canais de acesso não condicionado derivado à Lei, apesar de que a Lei não diz nada que impeça a sua difusão. Apesar do argumento ser a Lei, eu diria mesmo que é por causa dos operadores de telecomunicações que andam a distribuir o serviço de televisão paga para fazer uma espécie de protectorado autorizado pelo Governo e pela ANACOM. Como já está implementada a TDT, o que o poder político pode fazer é autorizar à ERC que os canais já licenciados poderem lançar os seus canais temáticos e exigir a introdução de um canal de alta definição (puro) e a ANACOM poder disponibilizar as restantes frequências que estavam destinadas para os Muxs B a F e fazer a seguinte designação, o Mux A para a RTP, o Mux B para a SIC e o Mux C para a TVI e reserva-se 3 Muxs para a introdução de canais regionais e/ou canais de alta definição para não ocupar muita largura de banda.
Ao mesmo tempo deve ser feita uma revogação da actual Lei da Televisão e fazer uma nova Lei que clarifica as condições de acesso à actividade e bem como esclarecer onde pode fazer a sua difusão. Ao mesmo tempo, a nova Lei de Televisão aproxima o conceito de canais regionais ao nível do território nacional, por exemplo criarem 5 canais regionais com difusão nas actuais 5 regiões definidas pelo NUTS II.
Todos os Governos PS (mas as do PSD/CDS-PP também não ficam atrás) têm dirigido desastrosamente o processo e por isso vemos que ao longo de 15 anos. A ANACOM foi criada como local de emprego aos 'amigos do PS' que andam envolvidos no sector e ao mesmo tempo ser um departamento satélite da PT para as decisões de regulação de toda a actividade das telecomunicações para sempre favorecer a PT em todas as matérias, incluindo a concorrência. A actividade de regulação, como o próprio nome indica, será de regular a actividade, supervisionar e fiscalizar todos sem qualquer excepção e com total isenção. Se formos analisar, a PT é gerida maioritariamente por 'boys' do Partido Socialista e que felizmente foram desmascarados, a ANACOM nos últimos 15 anos foi colocado sempre 'boys' do PS e que depois saírem dos conselhos de administração da ANACOM para dirigir empresas de telecomunicações e correios, dando o exemplo de Luís Nazaré que é o actual Presidente do Conselho de Administração dos Correios de Portugal.
Culpa-se os Governos de PS, mas o actual Governo, sobretudo do Sr. Ministro Miguel Relvas, fez a política de 'sacudir a água do capote' ao anterior Governo e manter tudo o que está previsto. Pois é Sr. Ministro, mas eu não faria o mesmo com o senhor fez! Podia culpar o anterior Governo mas pelo menos mostrava-se disponível para renegociar o modelo de televisão em Portugal e não andarmos a 'fotocopiar' modelos falhados da Europa. Foi sempre essa a política de todos os Governos Constitucionais, copiar modelos falhados quando não havia certezas se esses modelos foram bem aplicados nos países a quem fomos copiar.
É tempo de inovar, não é tempo para fazermos acusações mútuas! O actual modelo de TDT não favorece os cidadãos, se não vejamos. Num levantamento feito por parte de todas as operadoras de telecomunicações, verifiquei que em média, cada cidadão está a pagar 350 Euros anuais de televisão paga (cerca de 29 Euros mensais), e que actualmente as operadoras de telecomunicações geram uma receita de 1,89 Mil Milhões de Euros Anuais (157,5 Milhões de Euros Mensais) por culpa de termos um regulador que pensa em dar vassalagem aos lucros da PT como forma de arranjar um posto de trabalho a um administrador ou mesmo o actual Presidente da ANACOM. É isto que os partidos políticos representados na Assembleia da República não fundamentam e depois os cidadãos são lesados por custos elevadíssimos de migração para não ter maior diversidade de conteúdos.
Quanto à cobertura e ao esclarecimento publico sobre a TDT, a ANACOM sempre argumentou que fez estudos de opinião quando na realidade nunca os fez e continua a residir a dúvida sobre a TDT e quais as mudanças que a TDT permite. Quem têm feito esse trabalho têm sido a PT com a imposição do seu produto pago, MEO, através de campanhas de marketing telefónico. A cobertura, a PT falhou! Se não vejamos, quando citei o que estava inscrito no caderno de encargos para o operador que estava licenciado, era que ao fim de 3 anos após o início das emissões em TDT fosse coberta a 99% do território nacional, o que tal não acontece, se não vejamos, a zona de fronteira não vai ser coberto, mas é o 1% que estão a falar? Então comprometam-se melhorar e garantir, a sério, os 100% de cobertura como não foi garantido. A actual cobertura não chega a 75% do território nacional. Logo está a falhar, porque de 29 de Abril de 2009 até hoje, já passaram 3 anos e já estão a mentir aos cidadãos.
Desde já faço um apelo, tanto ao Governo, à ANACOM, à ERC, aos Grupos de Cidadãos envolvidos, às operadoras de telecomunicações, às estações de televisão e aos partidos políticos em reconhecer os erros e vamos todos juntos fazer a TDT mesmo com estas imperfeições criadas. Ainda estamos a tempo, agora é preciso é empenharmos em prol dos cidadãos e garantir que a televisão seja acedida gratuitamente em todo o território sem excepção nem adaptar com DTH.
NOTA FINAL: Este texto foi escrito com alguma emoção porque alguns dos acontecimentos foram vividos intensamente por mim em alguns períodos desta história horrível que deixou muitas marcas dolorosas.
NOTA DE ACTUALIZAÇÃO DE INFORMAÇÃO:
Com base numa recolha de dados fornecidos pela ANACOM, dados do 3º Trimestre de 2011, vejam os reais valores médios do ano de 2011 de clientes e receita líquida deste negócio:
Portanto, a política de engano e passar a mensagem, via telefónico, de campanhas de telemarketing, de que 'os quatro canais vão ser desligados'...
Fica aqui provado de que, todos os Administradores, que estão actualmente em exercício e seus antecessores, não fizeram o seu papel de reguladores e sobretudo não deram seguimento às denuncias que os cidadãos fizeram sobre estas campanhas enganadoras. E sobre esse tema, aguardem por novas Notas de Actualização.
14 de Janeiro de 2012, 11:38
NOTA DE ACTUALIZAÇÃO DE INFORMAÇÃO (2):
Tive o conhecimento público de que o canal Euronews corre o risco de deixar de emitir, por via satélite, a versão portuguesa. Alguém se recorda da decisão da Zon Multimédia quando recusou a Euronews em Português? Pois é, a tomarem atitudes destas, a pequena equipa de 6 jornalistas da Euronews que está em Lyon e em Lisboa a trabalhar, serão alvo de despedimento.
Foi um erro político nacional, a RTP deixou, desde do dia 1 de Janeiro de 2012, de emitir, nos períodos de 'vazio' (durante a madrugada) a Euronews para colocarem os anúncios da Gigashoping TV (sim ainda existe esse canal comercial com produtos de lixo). Mais uma vez, dou razão a todos que exigem (eu também exigo, apesar de ter lançado o desafio já algum tempo) que na TDT, além dos canais temáticos já emitidos, que introduzem o Canal Parlamento (porque das diversas vezes que estive na Assembleia da República nenhum agente da autoridade, deixo aqui o meu profundo respeito e apreço a todos os polícias que trabalham na AR, me chegou ao pé de mim a pedir dinheiro para poder assistir aos plenários) e a Euronews. Então questiono, somos ou não somos Estado? Somos ou não somos Europeus?
Fiquem com a hiperligação sobre a petição que foi criada para evitar a extinção da versão portuguesa da Euronews. http://www.peticaopublica.com/?pi=eunewspt
16 de Janeiro de 2012, 13:49
Vamos reportar a 2000...
No Ano 2000, então Governo (à beira do 'mar pantanoso') toma a iniciativa de dar inicio à migração digital de televisão terrestre. Pensou-se num modelo onde retirasse o espectro radioeléctrico das actuais frequências analógicas de televisão para uma plataforma de televisão digital em que albergasse mais conteúdos em melhor qualidade de imagem e de som e que sobretudo fossem instalados em menores quantidades os emissores de difusão e maior propagação do sinal dos canais de televisão. Assim foi! Mal entrou esta ideia, a SIC (Sociedade Independente de Comunicação, do actual Grupo Impressa) lançou o seu primeiro canal temático, sendo o primeiro canal de informação 24 horas por dia sem qualquer noção de difusão nacional. Foi precisamente a 8 de Janeiro de 2001 que surge a SIC Notícias.
Claro que na redacção da SIC estava tudo 'em pulgas' porque se trata de uma retrospectiva a quando do lançamento dos canais privados em 1992. Mas nessa altura, a Televisão Digital Terrestre (TDT) não estava nos horizontes da SIC nem quanto mais na cabeça do Dr. Francisco Pinto Balsemão. Quando se pensou na SIC Notícias, a SIC tomou a iniciativa de fazer em circuito fechado de televisão (designada por TV Paga, apesar de que os conceitos são diferentes sobre a Sport TV) como já estava em curso com o antigo Canal de Notícias de Lisboa (CNL, se bem que se recordam...). Sem concorrência na área, lá teve a sua audiência... Mas meses mais tarde, o Governo em 7 de Abril de 2001, emite um despacho do então Ministro João Cravinho (Ministro do Equipamento Social) para atribuir uma licença de televisão digital terrestre, sem ter a noção do que era a TDT, em que moldes seria feito, qual a cobertura e quais as tecnologias de TDT que iria aplicar se o MPEG-4 ou o MPEG-2 que foi aplicado a maioria de todos os países da Europa (à excepção da Irlanda, que tenha conhecimento) para o tipo de encriptação vídeo.
Claro que a SIC nunca hesitou em desenvolver conteúdos temáticos de televisão em Portugal, por isso é que no mesmo mês em que é emitido o despacho da TDT, a SIC desenvolve a SIC Radical a 23 de Abril de 2001. Com tanta pompa e circunstância, até teve directos de telejornais com camiões TIR em direcção da Sede da ANACOM, na Avenida José Malhoa em Lisboa, houve dois consórcios em concurso que envolviam operadores de televisão e um deles, um operador de telecomunicações. Claro que estou a falar da Portugal Telecom (PT), evidentemente... Agora questionam todos, quem ganhou a licença em 2001? Claro o consórcio que tinha a PT como envolvida! A Empresa PTDP - Plataforma de Televisão Digital Portuguesa tinha como envolvidos a RTP (quando era ainda uma Empresa Pública), a SIC e a PT, colocando a TVI (na altura já estava no Grupo Média Capital a liderança de Miguel Paes do Amaral) à margem como era do conhecimento público, que quando a TVI em 1993 iniciou as suas emissões regulares, sempre quis desenvolver a sua rede de emissores e retransmissores próprios para não estar dependente da TDP - Teledifusora Portuguesa, S.A. (entretanto incorporada pela PT)
Governo do Partido Socialista no poder, a TDT entregue à PT 'quase de mão beijada' e ANACOM dirigida por um Socialista (Luís Nazaré) que têm interesses económicos na área das telecomunicações, a televisão em Portugal podia estar condenada ao retrocesso civilizacional derivado aos interesses financeiros a envolver poder político e poder económico que desvirtua o conceito de televisão gratuita para todos e de forma não condicionada. Em 2002, o consórcio vencedor recebeu a licença e tinha seis meses para poder dar início às emissões regulares na nova plataforma de televisão digital mas não foi possível a ponto de pedirem, em Maio de 2002, uma prorrogação dos prazos para a implementação da TDT, sem razões aparentes. Será por questões técnicas?... Será porque não existia televisões que estejam preparadas ou porque não havia equipamentos que adaptavam as actuais televisões para a nova plataforma?... Até agora, desconhecemos... Mas de qualquer das maneiras, o Governo da altura, aceitou o 'choradinho' e prorrogou o início da TDT para 1 de Março de 2003. Mas algo de errado está a passar...
Mas em termos de conteúdos, a SIC volta novamente à carga com novos canais temáticos e lança a SIC Mulher, no dia Internacional da Mulher (do ano de 2003), e volta a ensombrar-se dessa plataforma que iria revolucionar a maneira dos portugueses de verem televisão mas se quisermos comparar com Espanha, no mesmo período, em que a TDT já estava a funcionar e já havia canais temáticos a funcionar mas em circuito fechado (como hoje vemos em Portugal) mas a rentabilidade é muito reduzida a ponto de não ter audiência.
25 dias depois do Governo de Durão Barroso (PSD) ter dado como limite o inicio da TDT em Portugal, é quando a PTDP devolve a licença de TDT à ANACOM por não estarem garantidas as condições mínimas para funcionar a TDT e porque entretanto houve mudanças técnicas de televisão logo a ideia de televisão digital morreu como um 'bebé numa incubadora'. Qual foi o sentido disto? Não seria ideal a ANACOM decidir fazer mudanças da TDT tendo em conta que Espanha estava com um constrangimento de que algo não estava a correr bem no processo de migração para a TDT?...
As telecomunicações, ao mesmo tempo, que começavam também a sofrer mutações e evoluções favoráveis aos operadores e ao mesmo tempo também aos consumidores. Mas mesmo em 2002, a ANACOM sempre conduziu mal a sua actividade de regulação por diferendos entre operadores instalados e potenciais novos operadores. Se não vejamos....
Em 2001, mais precisamente em 11 de Janeiro, foram emitidas as licenças para o UMTS (Universal Mobile Tecnology System, vulgo terceira geração móvel terrestre) a quatro operadores: A TMN, a Vodafone (na altura designava-se por Telecel), a Optimus e a Oniway (recordam-se?... presumo que não!). Mas também das telecomunicações móveis terrestres não tinha havido uma evolução no desenvolvimento de terminais móveis como na televisão, eram tecnologias novas e sobretudo extremamente caras para o mercado e quando os ordenados dos cidadãos eram demasiado baixos para adquirirem um terminal de terceira geração, pelo que o Governo tomou a iniciativa, também, de prorrogar para 31 de Dezembro de 2002 o início das transmissões de telefonia móvel em UMTS.
Mas agora começa a história da má regulação nacional....
Em Março de 2002, a Oniway (empresa do segmento móvel da Oni Telecom) faz um acordo de roaming (utilização da rede de estações base de uma operadora) nacional com a TMN no sentido de lançar a operadora Oniway mesmo ainda não tendo instalado as primeiras estações base (antenas de telemóvel) na plataforma UMTS.
Mas a guerra começa aqui...
Muda-se a administração da ANACOM (para Álvaro Dâmaso) e começa uma guerra de interesses em que especialistas de telecomunicações argumentavam 'que não havia espaço para um quarto operador móvel em operação', que havia boicotes de acordos de interligação com a mesma tese dos especialistas de telecomunicações e que a nova operadora de telecomunicações móveis iria roubar bastantes clientes derivado ao preço baixo que pretendia aplicar. A ANACOM nessa altura nunca conseguiu mediar tudo isto e colocar em prática o que estava estipulado para implementação do UMTS e foi um péssimo juiz nesta luta entre Oniway e a Telecel-Optimus. Sempre agiu com passividade enquanto estávamos a viver uma disputa absurda de preços de terminação de chamada e de quota de mercado, a Oniway investiu na sua sede, no seu 'contact-center' (aqui deixo a minha marca pessoal, porque fui funcionário da Oniway e assisti ao centro do conflito) e na sua primeira estação base UMTS em Porto Salvo, que foi sempre a estação piloto do UMTS em Portugal. Vivemos durante meses a fio nesta novela onde tivemos um regulador 'esclerosado' que nunca colocou a arma da exigência e sempre viveu ao sabor das disputas sentando-se na bancada a assistir a esta luta titânica.
Muitos me questionam, o que aconteceu depois disto tudo?... Alguns já sabem da resposta mas a maioria ainda não soube. Mesmo arrancado a ferros os acordos de interligação das duas operadoras em falta, a Optimus cedeu e a Vodafone já para o fim começou a ceder mas algo chegou na antiga sede da Oniway na Avenida Almirante Reis em Lisboa... A Oniway cessa a sua actividade. Assim morreu um novo concorrente na área das comunicações móveis e derivado a quê? Má regulação da ANACOM.
Claro que com este constrangimento criado pela ANACOM, novamente é prorrogado o prazo de implementação da rede UMTS para 31 de Dezembro de 2003, 24 horas antes de efectivar o início das frequências UMTS. Por sua vez, em 13 de Janeiro de 2003, era passada a certidão de óbito da Oniway e as frequências que a Oniway, detinha a quando da atribuição da licença, foram distribuídas pelos três operadores em exercício. Eu diria que foi uma decepção para não dizer lamentável e com muitas lágrimas à mistura...
Com tudo isto, de 21 de Abril a 4 de Junho, as três operadoras, em diferentes datas, lançaram os seus serviços UMTS e continuamos a ter má regulação...
Voltando à televisão, tendo em conta que não existia uma plataforma de TDT a funcionar ou até mesmo a fazer emissão simultânea entre o analógico e o terreste (o simulcaste), a RTP adquire a NTV (Norte TV) e cria a RTPN (hoje, RTP Informação) para ser o canal de serviço público de televisão com a sua temática de informação com o mesmo rigor e o mesmo critério de jornalismo de informação que a RTP sempre nos habituou. E mais tarde criou a RTP Memória, a quando da preparação dos 50 anos da Televisão Pública. Sobre a TDT nada se falou e nem a ANACOM se pronunciou...
Em Maio de 2005, a Comissão Europeia volta a erguer a bandeira sobre a TDT e de ser aplicada a sua implementação de forma rápida a sua transição do analógico e na qual se exige aos Estados Membros da Europa de implementar a TDT até 2012. Já em Portugal, e depois de tal deliberação Europeia, em Julho de 2005, uma empresa de terminais telefónicos (Siemens), uma operadora de telecomunicações (SGC Telecom - Jazztel - Ar Telecom) e uma estação de televisão (TVI), pediram junto da ANACOM uma autorização especial para fazerem testes técnicos da TDT como hoje conhecemos, tanto em terrestre como móvel (a Televisão Digital Móvel, que nunca foi implementada e nem vai ser implementada apesar de existir esta plataforma) usando a técnica de encriptação video MPEG-4. Já em 2006, na Conferência Regional de Rádiocomunicações (RRC-06) da União Internacional de Telecomunicações (UIT) definiu um plano internacional de frequências de radiodifusão terrestre e em que deu como protecção até 2015, de efectivarem a migração do analógico para o digital ao nível internacional.
Em Julho de 2007, era criada a Lei que regulamenta a actividade da televisão em Portugal (Lei da Televisão, Lei n.º 27/2007 de 30 de Julho) e por sua vez, voltamos a ter a televisão digital terreste a 'ressuscitar' pelo Governo de José Sócrates mas em Espanha, mudou a forma de usar a TDT e deu a possibilidade aos actuais operadores existentes de lançarem os seus canais, que até agora estavam em circuito fechado de TV Paga para a plataforma de TDT, que permitia com que o povo espanhol possa ter mais acesso a conteúdos que até agora era estava limitado ao pagamento de uma taxa de acesso junto de uma operadora de telecomunicações. Em Portugal? O que fez?...
Chegamos a 25 de Fevereiro de 2008, lança-se o concurso público de utilização de frequências para a TDT para os multiplexters A, B a F. Dois concursos separados com duas intenções, o Mux A era para os canais gratuitos e os Muxs B a F era para os canais pagos (os canais de subscrição, como a Sport TV e entre outros) e promessa do Ministro dos Assuntos Parlamentares da altura (Jorge Lacão), que os portugueses irão ter uma televisão com melhor qualidade de imagem e de som e que iria ter cerca de 20 canais novos. Recordo 20 CANAIS NOVOS... Agora vejam quem se apresentou a concurso?... A PT, como sempre! Depois de uma recuperação hospitalar de uma OPA que lhe arruinava os negócios... Entretanto, para os Muxs B a F, temos concorrência! A Airplus que estava liderado por quem? Miguel Paes do Amaral! Mas muitos questionam, o que estava no caderno de encargos para quem estava interessado?... Aqui vai as explicações...
No Multiplexter A, têm de ser garantido os 4 canais de televisão, mais a RTP Açores e RTP Madeira nas suas respectivas regiões autónomas, mais um canal generalista em definição standard e um canal de alta definição partilhado pelos operadores de televisão existentes e que têm como os seguintes requisitos mínimos de cobertura:
- 99% da população da faixa litoral do território continental ao fim de 18 meses (ano e meio) da data da implementação;
- 75% da população do restante território nacional ao fim de 30 meses (dois anos e meio);
- e 99% da população nacional ao fim de 3 anos.
Nos Multiplexters B a F, têm de ser garantido a actividade de televisão que é seleccionado pelos serviços de programas de acesso não condicionado com assinatura ou condicionado com 5 frequências para uma entidade de transporte e têm como os seguintes requisitos mínimos de cobertura:
- 75% da população do território nacional em todos os distritos e regiões autónomas nos Muxs B e C;
- e 75% da população da faixa litoral para os Muxs D a F.
No Multiplexter A, sem qualquer tipo de opositores, venceu a PT e já no Multiplexter B a F, houve uma providência cautelar na qual garantia que a PT ganhava o concurso quando na realidade o opositor esclarece que o concurso não foi imparcial e porque estava em causa a verdadeira transparência do concurso da TDT.
Mas o mais engraçado é que a PT ficou com as licenças e devolveu porque 'houve alterações no sector de televisão paga' o que provocou um enorme vazio de espectro radioeléctrico mas a TDT está implementada e já em execução.
Estamos em 2012, ouvimos queixas, ouvimos denúncias e exige-se ao regulador mais transparência, mais exigência e corrigir os erros criados. Compreendo as posições de todos os cidadãos mas eu já fiz um trabalho de investigação que resolve tudo. Com isto, lancei um desafio a todos os envolvidos no processo da TDT e vejam as respostas que recebi...
Em Outubro de 2010, dei início a um pedido de explicações a todos os envolvidos à excepção da PT, porque é a entidade que usou das licenças como objectivo de enriquecimento da PT usando os meios do Estado.
Em 23 de Outubro de 2010, recebi uma carta do Ministério dos Assuntos Parlamentares na qual eu questionei as razões dos canais temáticos já lançados pelos actuais operadores de televisão, a resposta foi a seguinte:
«A introdução da TDT em Portugal foi definida com base em dois modelos de negócio distintos: uma operação Free to Air (FTA), com a qual se pretendia, antes de mais, assegurar a migração analógico-digital da plataforma terrestre, proporcionando-se condições para a continuidade da oferta dos serviços de programas televisivos hoje disponibilizados por via analógica terrestre; e uma operação Pay TV, com a qual se pretendia propiciar aos utilizadores finais a existência de uma oferta comercial concorrencial às disponibilizadas por outras plataformas, ao nível de serviços de televisão por subscrição.»
Relativo ao canal HD (hoje é um canal fantasma que não emite nada...), aqui vai a explicação:
«A exclusão dos candidatos ao concurso para a atribuição de licença para um 5.º canal, determinada pela ERC (decisão entretanto objecto de uma acção judicial interposta por um dos candidatos excluídos e ainda não decidida), assim como a ausência de desenvolvimento, por aparente desinteresse comercial, de um canal partilhado em Alta Definição (HD) por parte dos actuais operadores de televisão RTP/SIC/TVI, tal como inicialmente previsto, circunstâncias associadas à operação FTA (...)»
O que aqui se explica é que, como o concurso do 5º canal generalista falhou, a RTP, SIC e TVI desinteressaram-se sobre o canal HD. Com esta resposta, reteve-se a seguinte informação, canais temáticos vão continuar nos mesmos moldes que hoje vemos: 'Pagas para acederes!'
Por sua vez, em 4 de Dezembro de 2010, a TVI responde ao meu pedido sobre os mesmos temas, obtive o seguinte esclarecimento:
«Os modelos de funcionamento da TDT em modo de acesso livre (MUX A) são da exclusiva responsabilidade do Governo, da Anacom e da ERC. A TVI não tem qualquer poder de decisão sobre os canais a disponibilizar nessa plataforma.
O modelo posto a concurso pela Anacom e ganho pela PT previa, como plano de ocupação do MUX A, os 4 canais actuais em definição SD, um 5º canal em SD a licenciar mediante concurso e um canal HD partilhado por todos os 5 canais utilizadores do respectivo MUX.
O concurso para o 5º canal foi efectuado, tendo a ERC excluído os dois candidatos que se apresentaram a concurso. O canal HD partilhado revelou-se impossível de gerir.
Nem o TVI 24 nem qualquer outro canal temático poderão ser incluídos no MUX A sem concurso público (a não ser que mude a legislação em vigor).»
Depois desta explicação, a TVI alega que a culpa é do Governo, a ponto de usar a expressão 'a não ser que mude a legislação em vigor'. Mas a SIC têm outro entendimento sobre os canais temáticos, com a comunicação de 8 de Dezembro de 2010, diz o seguinte:
«Neste momento não prevemos a inclusão de canais temáticos na TDT, no entanto, tomámos nota do seu interesse.»
Mas já antes em 4 de Dezembro, sobre o HD, tenho a seguinte 'desculpa':
«Esta problemática relacionada com o tipo de aparelhos de que o consumidor dispõe, bem como a eventual migração para HD, com uma eventual passagem pela emissão em 16:9/SD dos nossos canais, tem merecido e merecerá nos próximos tempos toda a nossa atenção. Este tema tem sido objeto de análise e discussão interna e, por certo, a SIC poderá tomar, num tempo não muito longínquo, decisões que tenham a ver com a mudança de formato de imagem, com base na constatação das reais vontade e necessidade dos telespectadores.»
O que revela que a SIC não está irredutível pela força da lei mas fica o interesse que os cidadãos ficam sobre o tema.
Já em 6 de Janeiro de 2011, a ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social, responde sobre os canais temáticos desta forma:
«...Os 'canais' por si exemplificados não poderiam ser distribuídos pela plataforma TDT, uma vez que, à face do quadro jurídico vigente, tais 'canais' - ou, pelo menos, os que não integram o serviço público de televisão - não beneficiam de uma habilitação legal que lhes permita a sua transmissão com recurso à utilização do espaço hertziano terrestre.»
Com este ofício da ERC resume-se: Muda-se a lei que é o ideal!...
Todos questionam-me, e a RTP? Não colocou a questão à RTP?... Sim coloquei, até hoje não recebi qualquer tipo de resposta.
Depois de algum tempo de reflexão de soluções, contactei com o Ministério da Industria, Energia e Turismo de Espanha em 31 de Dezembro de 2011 para esclarecer quem é a empresa que está a fazer o transporte do sinal de televisão digital terrestre em Espanha e a resposta foi a seguinte:
«Em relação à carta recebida através do nosso sítio da internet, informamos que em Espanha existem vários operadores de rede que proporcionam o serviço de transporte de sinal de televisão. O Operador Albertis Telecom, com uma extensa rede de difusão com presença em todo o território nacional, é o operador dominante do mercado. Outros operadores, dentro do âmbito autonómico, são por exemplo, Telecom Castilla la Mancha, Retegal, Itelazpi o Axion.»
O significa que existe um operador que se dedica à distribuição nacional e vários para fazer a distribuição regional mas obtendo a investigação sobre o operador dominante, a Albertis Telecom, esta empresa só se dedica ao transporte de sinal para todo o território espanhol e bem como é accionista de dois satélites, o EUMETSAT e o Hispasat. Em resumo, a Albertis Telecom não vende serviço de televisão paga a nenhum espanhol.
Agora questiona-se novamente: Onde foram os erros? Onde podemos ter seguido? Quem foi o responsável, ou os responsáveis, pelos altos e baixos?...
O Erro foram os erros sucessivos de Governos e Administradores da ANACOM por não regularem o sector com deveria de ser. A solução passa por rever o estatuto da ANACOM reforçando a posição de regulação do sector e não vir a público em várias questões levantadas de que são responsabilidade do Governo ou da Direcção-Geral do Consumidor quando a actividade de regulação, implementação e resolução de conflitos de consumidor e de actividade sejam todas da alçada da ANACOM, foi para isso que foi criada uma Entidade Reguladora do Sector das Comunicações Electrónicas. Se nada foi feito em matéria de regulação, recomendaria a extinção da ANACOM e passar para alçada do Ministro da Economia ou extinção da ANACOM e passar para uma Inspecção-Geral sem Administradores.
Podemos ter tido a perspicácia que os espanhóis fizeram em 2007, porque já nesse mesmo ano, o modelo de TDT em Espanha está a ser o mesmo modelo de TDT em Portugal, e podíamos ter lançado a TDT já com a introdução de novos canais na plataforma. Mas como as estações de televisão estão impedidos de terem os seus canais de acesso não condicionado derivado à Lei, apesar de que a Lei não diz nada que impeça a sua difusão. Apesar do argumento ser a Lei, eu diria mesmo que é por causa dos operadores de telecomunicações que andam a distribuir o serviço de televisão paga para fazer uma espécie de protectorado autorizado pelo Governo e pela ANACOM. Como já está implementada a TDT, o que o poder político pode fazer é autorizar à ERC que os canais já licenciados poderem lançar os seus canais temáticos e exigir a introdução de um canal de alta definição (puro) e a ANACOM poder disponibilizar as restantes frequências que estavam destinadas para os Muxs B a F e fazer a seguinte designação, o Mux A para a RTP, o Mux B para a SIC e o Mux C para a TVI e reserva-se 3 Muxs para a introdução de canais regionais e/ou canais de alta definição para não ocupar muita largura de banda.
Ao mesmo tempo deve ser feita uma revogação da actual Lei da Televisão e fazer uma nova Lei que clarifica as condições de acesso à actividade e bem como esclarecer onde pode fazer a sua difusão. Ao mesmo tempo, a nova Lei de Televisão aproxima o conceito de canais regionais ao nível do território nacional, por exemplo criarem 5 canais regionais com difusão nas actuais 5 regiões definidas pelo NUTS II.
Todos os Governos PS (mas as do PSD/CDS-PP também não ficam atrás) têm dirigido desastrosamente o processo e por isso vemos que ao longo de 15 anos. A ANACOM foi criada como local de emprego aos 'amigos do PS' que andam envolvidos no sector e ao mesmo tempo ser um departamento satélite da PT para as decisões de regulação de toda a actividade das telecomunicações para sempre favorecer a PT em todas as matérias, incluindo a concorrência. A actividade de regulação, como o próprio nome indica, será de regular a actividade, supervisionar e fiscalizar todos sem qualquer excepção e com total isenção. Se formos analisar, a PT é gerida maioritariamente por 'boys' do Partido Socialista e que felizmente foram desmascarados, a ANACOM nos últimos 15 anos foi colocado sempre 'boys' do PS e que depois saírem dos conselhos de administração da ANACOM para dirigir empresas de telecomunicações e correios, dando o exemplo de Luís Nazaré que é o actual Presidente do Conselho de Administração dos Correios de Portugal.
Culpa-se os Governos de PS, mas o actual Governo, sobretudo do Sr. Ministro Miguel Relvas, fez a política de 'sacudir a água do capote' ao anterior Governo e manter tudo o que está previsto. Pois é Sr. Ministro, mas eu não faria o mesmo com o senhor fez! Podia culpar o anterior Governo mas pelo menos mostrava-se disponível para renegociar o modelo de televisão em Portugal e não andarmos a 'fotocopiar' modelos falhados da Europa. Foi sempre essa a política de todos os Governos Constitucionais, copiar modelos falhados quando não havia certezas se esses modelos foram bem aplicados nos países a quem fomos copiar.
É tempo de inovar, não é tempo para fazermos acusações mútuas! O actual modelo de TDT não favorece os cidadãos, se não vejamos. Num levantamento feito por parte de todas as operadoras de telecomunicações, verifiquei que em média, cada cidadão está a pagar 350 Euros anuais de televisão paga (cerca de 29 Euros mensais), e que actualmente as operadoras de telecomunicações geram uma receita de 1,89 Mil Milhões de Euros Anuais (157,5 Milhões de Euros Mensais) por culpa de termos um regulador que pensa em dar vassalagem aos lucros da PT como forma de arranjar um posto de trabalho a um administrador ou mesmo o actual Presidente da ANACOM. É isto que os partidos políticos representados na Assembleia da República não fundamentam e depois os cidadãos são lesados por custos elevadíssimos de migração para não ter maior diversidade de conteúdos.
Quanto à cobertura e ao esclarecimento publico sobre a TDT, a ANACOM sempre argumentou que fez estudos de opinião quando na realidade nunca os fez e continua a residir a dúvida sobre a TDT e quais as mudanças que a TDT permite. Quem têm feito esse trabalho têm sido a PT com a imposição do seu produto pago, MEO, através de campanhas de marketing telefónico. A cobertura, a PT falhou! Se não vejamos, quando citei o que estava inscrito no caderno de encargos para o operador que estava licenciado, era que ao fim de 3 anos após o início das emissões em TDT fosse coberta a 99% do território nacional, o que tal não acontece, se não vejamos, a zona de fronteira não vai ser coberto, mas é o 1% que estão a falar? Então comprometam-se melhorar e garantir, a sério, os 100% de cobertura como não foi garantido. A actual cobertura não chega a 75% do território nacional. Logo está a falhar, porque de 29 de Abril de 2009 até hoje, já passaram 3 anos e já estão a mentir aos cidadãos.
Desde já faço um apelo, tanto ao Governo, à ANACOM, à ERC, aos Grupos de Cidadãos envolvidos, às operadoras de telecomunicações, às estações de televisão e aos partidos políticos em reconhecer os erros e vamos todos juntos fazer a TDT mesmo com estas imperfeições criadas. Ainda estamos a tempo, agora é preciso é empenharmos em prol dos cidadãos e garantir que a televisão seja acedida gratuitamente em todo o território sem excepção nem adaptar com DTH.
NOTA FINAL: Este texto foi escrito com alguma emoção porque alguns dos acontecimentos foram vividos intensamente por mim em alguns períodos desta história horrível que deixou muitas marcas dolorosas.
NOTA DE ACTUALIZAÇÃO DE INFORMAÇÃO:
Com base numa recolha de dados fornecidos pela ANACOM, dados do 3º Trimestre de 2011, vejam os reais valores médios do ano de 2011 de clientes e receita líquida deste negócio:
Prestador | N.º de Clientes | Receita Líquida |
| Zon Multimédia | 1 611 054 | 416.760.290,10 € |
| Portugal Telecom | 929 936 | 240.854.090,40 € |
| Cabovisão | 259 920 | 67.215.469,20 € |
| Ar Telecom | 23 104 | 5.968.812,30 € |
| Optimus | 34 656 | 8.718.590,10 € |
| Vodafone | 23 104 | 5.983.154,10 € |
| Outros | 2 888 | 999.553,50 € |
| Total | 2 885 112 | 746.499.959,70 € |
Portanto, a política de engano e passar a mensagem, via telefónico, de campanhas de telemarketing, de que 'os quatro canais vão ser desligados'...
Fica aqui provado de que, todos os Administradores, que estão actualmente em exercício e seus antecessores, não fizeram o seu papel de reguladores e sobretudo não deram seguimento às denuncias que os cidadãos fizeram sobre estas campanhas enganadoras. E sobre esse tema, aguardem por novas Notas de Actualização.
14 de Janeiro de 2012, 11:38
NOTA DE ACTUALIZAÇÃO DE INFORMAÇÃO (2):
Tive o conhecimento público de que o canal Euronews corre o risco de deixar de emitir, por via satélite, a versão portuguesa. Alguém se recorda da decisão da Zon Multimédia quando recusou a Euronews em Português? Pois é, a tomarem atitudes destas, a pequena equipa de 6 jornalistas da Euronews que está em Lyon e em Lisboa a trabalhar, serão alvo de despedimento.
Foi um erro político nacional, a RTP deixou, desde do dia 1 de Janeiro de 2012, de emitir, nos períodos de 'vazio' (durante a madrugada) a Euronews para colocarem os anúncios da Gigashoping TV (sim ainda existe esse canal comercial com produtos de lixo). Mais uma vez, dou razão a todos que exigem (eu também exigo, apesar de ter lançado o desafio já algum tempo) que na TDT, além dos canais temáticos já emitidos, que introduzem o Canal Parlamento (porque das diversas vezes que estive na Assembleia da República nenhum agente da autoridade, deixo aqui o meu profundo respeito e apreço a todos os polícias que trabalham na AR, me chegou ao pé de mim a pedir dinheiro para poder assistir aos plenários) e a Euronews. Então questiono, somos ou não somos Estado? Somos ou não somos Europeus?
Fiquem com a hiperligação sobre a petição que foi criada para evitar a extinção da versão portuguesa da Euronews. http://www.peticaopublica.com/?pi=eunewspt
16 de Janeiro de 2012, 13:49
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